21 de fevereiro de 2026
INVESTIGAÇÃO

Esposa de coronel do Vale morre com tiro na cabeça

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Tenente-coronel Neto ao lado da esposa

A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava, na região do Brás, área central de São Paulo, na manhã de quarta-feira (18).

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Gisele era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, oficial com atuação no Vale do Paraíba, que já trabalhou em São José dos Campos e Taubaté. O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado no 8º Distrito Policial, mas posteriormente passou a constar também como morte suspeita. A Polícia Civil afirma que as circunstâncias do disparo seguem sob investigação.

Segundo o boletim de ocorrência, o marido relatou ter encontrado a esposa caída no chão, com uma arma de fogo na mão e intenso sangramento. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos. A arma, de acordo com o registro policial, pertence ao tenente-coronel.

Relato da família aponta relação conturbada

Em depoimento, de acordo com informações dos portais G1 e Metrópoles, a mãe da policial afirmou que a filha vivia um relacionamento conturbado e classificou a relação como abusiva. Segundo o relato, Gisele sofria restrições impostas pelo marido, como proibição de usar batom, salto alto e perfume, além de cobranças rígidas em relação a tarefas domésticas.

A mãe relatou ainda que, ao mencionar a intenção de se separar, Gisele teria recebido do marido uma foto em que ele aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça, de acordo com reportagem do portal Metrópoles.

Na última sexta-feira (13), dias antes da morte, a policial teria ligado para os pais chorando e afirmado que não estava mais suportando a pressão no relacionamento.

Versão do tenente-coronel

Em depoimento, o oficial afirmou que conheceu Gisele em 2021 e que o casal oficializou o relacionamento em 2023, casando-se no ano seguinte. Ele declarou que passou a contribuir financeiramente com as despesas da casa e com a escola da filha da policial, de 7 anos, fruto de outro relacionamento.

Segundo o relato, o relacionamento teria se tornado mais difícil em 2025, após ele assumir funções no 49º Batalhão. O tenente-coronel afirmou também ter sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM e que boatos sobre um suposto relacionamento extraconjugal teriam provocado crises no casamento.

Na manhã de quarta-feira, por volta das 7h, ele disse que foi ao quarto da esposa propor a separação. Segundo o depoimento, Gisele teria se exaltado, pedido que ele saísse do cômodo e fechado a porta. Ele afirmou que foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho que inicialmente associou a uma porta batendo. Ao sair do banheiro, encontrou a policial caída.

Diligências continuam para esclarecer as circunstâncias da morte. O sepultamento de Gisele ocorreu em Suzano, na Grande São Paulo. Ela deixa uma filha de sete anos.

*Com informações do portal Metrópoles e do G1