22 de fevereiro de 2026
GANGUE UNIVERSITÁRIA

Arquiteto que matou policial vivia escondido em área nobre de SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Arquiteto Hélio Ramos Neto

Condenado a 20 anos de prisão pelo latrocínio que resultou na morte do policial civil Yan Mílton Oliveira de Souza, o arquiteto Hélio Ramos Neto, de 38 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira (19) em São José dos Campos.

Ele vivia desde 2012 no Jardim Apolo 2, área nobre da cidade, mesmo estando foragido da Justiça da Bahia.

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A prisão ocorreu em uma ação integrada entre as polícias da Bahia e de São Paulo. Hélio não ofereceu resistência.

Segundo a investigação, quando ainda era estudante de arquitetura, ele costumava guardar na carteira um recorte de jornal sobre o assassinato do policial, exibindo a notícia como “troféu” a amigos.

Crime na Bahia e condenação

O crime aconteceu na madrugada de 2 de setembro de 2007, em frente à boate Fashion Club, na Orla de Salvador (BA). O policial foi abordado ao sair do local e atingido por um disparo de revólver calibre .38 durante tentativa de roubo do veículo.

Em maio de 2008, Hélio e outros três estudantes universitários foram condenados pela Justiça. O grupo ficou conhecido como “gangue dos universitários” ou “bando do jet set”, formado por jovens da alta sociedade baiana acusados de roubos de carros de luxo, assaltos e tráfico de drogas.

A investigação apontou que foi Hélio quem efetuou o disparo que matou o policial. Além do latrocínio (roubo seguido de morte), ele também foi condenado por formação de quadrilha.

Com a sentença transitada em julgado, foi determinada a prisão para cumprimento da pena em regime fechado.

Vida em São José dos Campos

Documentos indicam que o arquiteto vivia em São José dos Campos há mais de uma década, exercendo atividade profissional fixa, apesar da condição de foragido.

Ele foi abordado no hall do condomínio onde morava, no Jardim Apolo 2. De acordo com o boletim de ocorrência, a prisão ocorreu sem intercorrências.

A esposa do arquiteto estava no local e compareceu à delegacia. Os pais dele também estiveram na unidade policial.

Após exame de corpo de delito, Hélio será encaminhado ao Centro de Triagem de Caçapava e passará por audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A defesa não foi localizada até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Relembre o caso

O assassinato do policial civil em Salvador teve ampla repercussão à época, principalmente pelo perfil dos envolvidos (jovens universitários de famílias abastadas).

A prisão do arquiteto em São José dos Campos encerra um período de mais de uma década em que ele vivia fora do alcance da Justiça.