Moradores do prédio interditado no Jardim Imperial, na região sul de São José dos Campos, após o surgimento de uma imensa cratera no meio da rua, ainda estão assustados com o episódio, mesmo tendo o retorno ao lar liberado pela Defesa Civil.
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Eles tiveram que deixar suas casas às pressas, no último dia 7, devido à erosão causada pelo rompimento da galeria de águas pluviais da rua Felisbina de Souza Machado, abrindo uma imensa cratera que ameaçava ‘engolir’ o prédio todo.
Ao todo, 34 famílias tiveram que sair de seus apartamentos e ir para a casa de parentes e amigos. Outras quatro residências foram interditadas. O retorno ao prédio foi autorizado pela Defesa Civil na manhã do último domingo (15), após uma semana de interdição.
Segundo a Prefeitura de São José dos Campos, todas as unidades passaram por vistoria preventiva e tiveram os serviços essenciais de água, energia elétrica, gás e esgoto devidamente restabelecidos e em pleno funcionamento.
No entanto, nem todos os moradores retornaram para seus lares, É o caso da professora Marcelle Araújo, 23 anos, que mora com o marido em um apartamento no prédio. Ela descreveu a abertura da cratera como uma “cena de filme de terror”.
“Eu ainda não retornei. E ainda não sei quando vou retornar. Vou esperar um pouco mais para ter certeza que a obra vai ser feita de forma definitiva, e que não vai correr o risco de abrir novamente”, disse ela.
Outra moradora consultada por OVALE, que preferiu não se identificar, disse que voltou ao apartamento após a liberação por necessidade, mas que continua preocupada com a situação.
“A gente não fica totalmente tranquila depois do que aconteceu. Qualquer chuva mais forte já vai nos deixar preocupados. A gente espera que a obra seja feita de forma definitiva e que essa cratera nunca mais apareça”, afirmou.
A Prefeitura de São José dos Campos informou que a obra emergencial de estabilização do talude foi realizada pela Urbam. “A intervenção foi finalizada antes do prazo, resultado da atuação integrada e ininterrupta das equipes da Prefeitura, garantindo rapidez e eficiência”, disse.
Segundo a administração municipal, o rompimento da galeria de drenagem foi causado pela corrosão de tubo metálico, o que provocou o afundamento do solo e a abertura de uma erosão ao lado do prédio residencial.
Por medida de segurança, o prédio foi interditado e as famílias orientadas a se deslocarem temporariamente para casas de familiares. A Defesa Civil também interditou quatro residências. As famílias permanecem nas casas de parentes aguardando autorização para retornarem aos seus lares.
“Desde o primeiro momento, a Defesa Civil e a Guarda Civil Municipal permaneceram 24 horas no local, realizando monitoramento constante, garantindo a segurança da área e prestando apoio às famílias”, disse a Prefeitura.
A obra de recuperação da galeria contempla três etapas técnicas, que terão continuidade.
Haverá a contenção das erosões e sondagem do solo, com preenchimento das áreas comprometidas com camadas de pedras e análises geotécnicas.
Depois o preenchimento dos vazios internos, restabelecendo a integridade do maciço de solo e interrompendo o avanço do processo erosivo.
E a execução de nova galeria pelo método não destrutivo, implantada paralelamente à estrutura colapsada, reduzindo impactos à via e às edificações do entorno.
Também serão realizados serviços de topografia, inspeção robótica da tubulação e vistorias cautelares nos imóveis vizinhos.