Os ventos marítimos passaram a influenciar o Litoral Norte após a virada do vento para o quadrante sul na tarde e noite desta quarta-feira (18), mudando o padrão dos últimos dias e aumentando a instabilidade — com risco de pancadas fortes principalmente entre a tarde e a noite no Vale Histórico.
A mudança acontece porque o fluxo de ar mais úmido vindo do oceano ganhou força e passou a “encostar” nuvens carregadas na faixa litorânea. O resultado é um dia com cara de dois tempos: litoral com céu mais fechado e garoa/chuva fraca intermitente, enquanto o interior do Vale do Paraíba tem mais aberturas de sol, com neblina pontual no começo da manhã e aquecimento ao longo do dia.
O alerta principal desta quinta-feira é para o Vale Histórico — região no extremo leste do Vale do Paraíba, na divisa com o Rio de Janeiro e o Sul de Minas — onde o calor e a umidade podem favorecer pancadas localmente fortes, de curta duração, mas com potencial para transtornos.
Com a virada do vento para sul/sudeste nas camadas mais baixas da atmosfera, a umidade do oceano avança sobre a costa e mantém muita nebulosidade e instabilidades fracas ao longo do dia. Isso explica por que o Litoral Norte tende a seguir com períodos de chuva leve, alternando com momentos de melhora, sem “firmar” completamente.
Quando esse fluxo úmido encosta na Serra do Mar, as nuvens “seguram” e se renovam com mais facilidade. Por isso, mesmo sem volumes extremos previstos para todo o litoral, o tempo permanece bastante instável, com chance de chuva fraca em vários momentos — e atenção redobrada em áreas de encosta, principalmente se houver pancadas mais fortes no fim do dia.
Na faixa litorânea, a tendência é de temperaturas ainda elevadas, girando em torno de 28°C a 30°C, variando conforme a nebulosidade e a intensidade do vento vindo do mar. Em cidades como Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba, o calor segue, mas com sensação de abafamento e céu mais carregado.
No interior, o sol já aparece em vários pontos nesta manhã e deve predominar por boa parte do dia. Com o aquecimento diurno, a atmosfera “recarrega” e volta a formar nuvens de tempestade no fim da tarde e início da noite, com maior probabilidade no Vale Histórico — especialmente em municípios como Bananal, São José do Barreiro, Areias, Silveiras, Queluz, Lavrinhas e Cruzeiro, além de áreas próximas à divisa com RJ e MG.
Além do vento de sul/sudeste, o padrão descrito pelos meteorologistas inclui a atuação de um cavado em superfície (faixa de baixa pressão) e um corredor de umidade associado ao escoamento, que ajuda a organizar as áreas de instabilidade. Na prática, isso significa que a atmosfera fica “pronta” para disparar chuva no fim do dia, mesmo que a manhã tenha sol em parte do Vale.
Com o deslocamento desse sistema para leste, a tendência é de redução de chuva generalizada em parte do interior, enquanto o litoral permanece com mais nuvens por influência direta do oceano.
A projeção é de melhora com o afastamento do cavado para leste: manhã com neblina e nuvens baixas em alguns pontos do Vale, dissipando ao longo do dia, e pouca ou nenhuma chuva na maior parte do interior. Se ocorrer, tende a ser bem localizada e rápida. O Litoral Norte ainda pode ter nebulosidade e períodos de chuva fraca.
O sábado deve começar com nebulosidade matinal e depois ter mais sol. À tarde e à noite, pode haver pancadas isoladas, novamente com maior foco no Vale Histórico, por causa do calor e da umidade.
No domingo, o vento tende a se intensificar de sudeste e o tempo fica mais nublado em grande parte do Vale. Não é sinônimo de dia “sem sol”, mas com períodos de melhora intercalados com pancadas a partir da tarde. A tendência, por enquanto, é de chuva mais irregular e sem indicação de volumes generalizados, mas com possibilidade de episódios fortes e localizados.