Uma baleia-jubarte juvenil em estado de saúde extremamente debilitada está sendo monitorada pelo Instituto Argonauta no litoral sul de Ubatuba, na região entre a Praia do Bonete e a Baía da Ilha do Mar Virado.
O monitoramento está sendo realizado desde o último sábado (14).
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O animal apresenta sinais severos de comprometimento, incluindo magreza excessiva, elevada infestação de parasitas conhecidos como "piolhos-de-baleia" no rosto e no dorso, além de possível deformidade na mandíbula e exalação de odor fétido.
Atualmente, a jubarte nada lentamente em áreas rasas, apresentando baixa reação e dificuldade de evasão.
Durante o início dos trabalhos, as equipes registraram diversas infrações ambientais, como pessoas entrando na água próximas à baleia e embarcações permanecendo sobre o animal.
Carla Beatriz Barbosa, diretora executiva do Instituto Argonauta, enfatiza que evitar o estresse adicional causado pelo assédio é a medida mais urgente para não agravar a situação do animal
Além do impacto para a saúde da baleia, o contato humano representa um grave risco sanitário.
Mamíferos marinhos debilitados podem transmitir doenças por meio de secreções, fluidos corporais ou pelo próprio "sopro" (aerossóis respiratórios), que podem conter bactérias, vírus ou fungos perigosos para as pessoas.
Especialistas explicam que o resgate de grandes cetáceos é uma operação de extrema complexidade.
Por se tratar de um animal que pode pesar mais de 10 toneladas em ambiente de mar aberto, não existe estrutura que permita removê-lo ou estabilizá-lo da mesma forma que ocorre com tartarugas ou aves.
Intervenções diretas só são consideradas quando há real chance de benefício ao animal.
O Instituto Argonauta, em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, segue na área orientando turistas e condutores para minimizar o impacto sobre a baleia.
A recomendação oficial é manter distância segura e acionar as autoridades ambientais pelo telefone 0800 642 3341 em caso de avistamento.