23 de fevereiro de 2026
Feminicídio

Ana Luiza foi assassinada pelo marido com 9 facadas no Vale

Por Da Redação | Paraibuna
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais
Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos

Um crime brutal de feminicídio chocou moradores do Vale do Paraíba na tarde desta segunda-feira (16). Ana Luiza Fonseca dos Santos, de 58 anos, foi assassinada pelo próprio marido com ao menos nove facadas dentro de casa.

O crime ocorreu em Paraibuna, na região da Estrada do Espírito Santo, no bairro Vila de Fátima. A vítima foi encontrada já sem vida no interior da residência.

O principal suspeito é o companheiro dela, João Lenon Alves dos Santos, de 34 anos. Segundo a Polícia Civil, ele não estava no imóvel quando as equipes chegaram e passou a ser considerado foragido. Diante da gravidade, foi solicitada a prisão preventiva.

Cena de violência

De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada após denúncia de possível feminicídio. No endereço, equipes do Samu apenas confirmaram o óbito.

Testemunhas relataram que o próprio suspeito teria cometido o crime. O irmão dele contou aos policiais que João Lenon confessou o assassinato.

Dentro da casa, os agentes encontraram sinais evidentes de violência extrema, com vestígios de sangue espalhados pelo imóvel. A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, e o Instituto Médico Legal realizou a remoção do corpo.

Ligação gravada

Ainda segundo o registro policial, após matar a companheira, o homem teria telefonado para familiares afirmando ser o autor do homicídio.

A conversa foi gravada por uma parente e anexada ao inquérito como prova.

Depois disso, ele fugiu e não havia sido localizado até o encerramento da ocorrência.

Prisão preventiva solicitada

A Polícia Civil informou que há prova da materialidade do crime, confirmada pela localização do corpo e pelos vestígios periciais, além de indícios de autoria baseados em testemunhos e na gravação telefônica.

O pedido de prisão preventiva foi fundamentado na gravidade do feminicídio, na necessidade de garantir a ordem pública, na conveniência da investigação e para assegurar a aplicação da lei penal, já que o suspeito fugiu após o assassinato. O caso segue sob investigação.