A chefe da tesouraria da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal, no Vale do Paraíba, foi presa preventivamente nesta quinta-feira (12), suspeita de desviar cerca de R$ 6 milhões dos cofres públicos para realizar apostas on-line.
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A investigação é conduzida pela Polícia Civil e apura o crime de peculato (quando um servidor público se apropria ou desvia dinheiro público em razão do cargo).
Além da prisão, a Justiça determinou a quebra do sigilo bancário da investigada, bloqueio de bens e a realização de buscas em endereços ligados a ela, incluindo a residência do noivo.
Na decisão, o juiz José Loureiro Sobrinho afirmou haver “fundadas razões” e elementos informativos que indicam a prática de peculato.
Foram autorizadas buscas e apreensões com possibilidade de arrombamento e abertura de cofres, caso necessário, nos endereços indicados pela Polícia Civil. Segundo apuração, as diligências ocorreram também na casa do noivo da suspeita e em outros locais relacionados ao caso, com o objetivo de localizar produtos, valores ou instrumentos ligados ao suposto crime.
A servidora, de 31 anos, ocupa cargo efetivo no município desde fevereiro de 2014.
Em nota, a Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal informou que os indícios de possível irregularidade foram identificados durante rotinas regulares de controle administrativo.
Segundo o município, “a identificação da situação decorreu da atuação técnica e preventiva dos mecanismos internos de controle da própria administração, o que permitiu a adoção imediata das providências cabíveis”.
A administração afirmou ainda que instaurou procedimentos administrativos e comunicou o caso à Polícia Civil, que conduz a investigação criminal.
De acordo com a nota, “o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva do servidor envolvido, ocupante de cargo efetivo há mais de dez anos, cuja conduta não representa, em nenhuma hipótese, a atuação da Administração Municipal nem de seus demais servidores”.
A prefeitura também informou que iniciou medidas para apurar com precisão os valores eventualmente envolvidos e para buscar a restituição integral dos recursos aos cofres públicos.
O caso tramita na Justiça e segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais movimentações financeiras, nem sobre possíveis outros envolvidos.