23 de fevereiro de 2026
HOMICÍDIO

Atirou e matou a própria filha após discussão sobre Trump

Por Da Redação | Cheshire, Reino Unido
| Tempo de leitura: 2 min
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Atirou e matou a própria filha após discussão sobre Trump

Uma britânica de 23 anos morreu após ser baleada pelo próprio pai durante uma visita aos Estados Unidos. O caso ocorreu em 10 de janeiro deste ano e voltou a repercutir nesta semana, após a abertura de um inquérito no Tribunal de Cheshire, no Reino Unido, onde familiares e testemunhas prestaram novos depoimentos.

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O crime aconteceu na cidade de Prosper, no Texas. De acordo com o namorado da jovem, Sam Littler, pai e filha discutiram naquela manhã enquanto assistiam televisão. A conversa teria evoluído para um desentendimento sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de temas como posse de armas e questionamentos feitos por ela sobre violência sexual.

Segundo o relato, a jovem ficou abalada após a discussão e subiu para o andar superior da casa.

Imagens de câmeras de segurança mostraram que, ainda pela manhã, o pai, Kris Harrison, comprou duas garrafas de vinho branco em uma loja de conveniência. Em declaração encaminhada ao tribunal britânico, ele admitiu ter recaído no consumo de álcool naquele dia. Harrison tem histórico de alcoolismo e já passou por reabilitação. Ele afirmou ter ingerido cerca de 500 ml de vinho.

O pai relatou que, ao entrar no quarto, encontrou a filha caída no chão, perto do banheiro. A jovem foi atingida no peito e morreu no local.

À época, a polícia do Texas investigou o caso como possível homicídio culposo. No entanto, um júri do condado de Collin decidiu não apresentar denúncia criminal contra Harrison.

Em depoimento ao tribunal no Reino Unido, o pai apresentou outra versão. Segundo ele, não houve discussão naquele momento. Harrison afirmou que assistia com a filha a uma reportagem sobre crimes com armas de fogo, quando comentou que possuía uma arma e perguntou se ela gostaria de vê-la.

Ele declarou que a pistola, uma Glock 9 mm, ficava guardada no criado-mudo do quarto e havia sido comprada anos antes para proporcionar “sensação de segurança” à família. Ao manusear a arma para mostrá-la, disse ter ouvido um disparo e afirmou não ter entendido imediatamente o que havia ocorrido.