A Prefeitura de São José dos Campos intensificou nesta quarta-feira (11) os trabalhos para recuperar a galeria de águas pluviais danificada após as fortes chuvas. O rompimento da rede de drenagem provocou o afundamento do solo em dois pontos da Rua Felisbina de Souza Machado. A previsão é que a primeira etapa das obras seja concluída em até 10 dias, caso não haja novos temporais.
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No Jardim Imperial, na região sul, as equipes atuam inicialmente no trecho mais crítico, ao lado da Praça Antônio Moreira Vita. O objetivo é estabilizar o terreno e eliminar riscos aos moradores. Com o auxílio de escavadeira hidráulica, o local recebe camadas de pedra rachão, material utilizado para dar resistência e sustentação ao solo.
Depois dessa fase, os serviços seguem para o segundo ponto atingido, no cruzamento com a Rua Roberto Baranov. Ao todo, devem ser empregados cerca de 2 mil metros cúbicos de pedra na recuperação.
Paralelamente às intervenções emergenciais, a Prefeitura iniciou levantamentos topográficos, inspeção com robô na rede subterrânea e vistorias cautelares nos imóveis do entorno. O plano de recuperação está dividido em três etapas: contenção das erosões e sondagem do solo, preenchimento de vazios internos e implantação de uma nova galeria pelo método não destrutivo.
Na primeira fase, as áreas comprometidas recebem camadas de pedras para recompor e estabilizar o terreno. Também são realizadas sondagens geotécnicas próximas ao prédio vizinho à galeria, para avaliar as condições do solo e possíveis riscos estruturais.
Em seguida, será feito o preenchimento dos vazios formados ao redor da antiga estrutura, que teve os tubos metálicos deteriorados. O procedimento busca restabelecer a integridade do solo e evitar novos afundamentos.
Por fim, será construída uma nova galeria de águas pluviais, paralela à que sofreu colapso parcial. A técnica adotada reduz intervenções na superfície, minimizando impactos na via, nas edificações e nas redes de infraestrutura.
Desde sábado (7), a Defesa Civil mantém equipes de plantão permanente no local. Como medida preventiva, 34 apartamentos e quatro casas foram interditados. Os moradores seguem fora dos imóveis e estão abrigados em casas de parentes e amigos.
A Guarda Civil Municipal permanece na área para reforçar a segurança. Equipes de apoio social também prestam assistência, com oferta de colchões, cestas básicas e cobertores às famílias afetadas.