12 de março de 2026
MORTO EM CASA

Criminosos fingem ser funcionários da Sabesp para executar homem

Por Jesse Nascimento | Lorena
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Dois homens usando roupas semelhantes às de funcionários da Sabesp e máscaras entraram em uma residência no bairro Vila Passos, em Lorena, e efetuaram disparos, primeiro contra a esposa da vítima — que conseguiu correr para dentro do imóvel — e, em seguida, executaram o morador, de 25 anos, com diversos tiros na cozinha.

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Um suspeito, de 24 anos, foi detido em flagrante pela Polícia Militar e o caso é apurado pela Polícia Civil.

Segundo o registro policial, o crime aconteceu por volta das 14h dessa terça-feira (3), em uma casa na alameda Capitão João Moreira de Almeida, na Vila Passos.

A esposa da vítima, de 26 anos, relatou que dois indivíduos, com roupas parecidas com as usadas por funcionários da Sabesp e máscaras, entraram pelo portão e atiraram em sua direção.

A mulher não foi atingida e correu para o interior do imóvel. Na sequência, os criminosos teriam visto o morador na cozinha e realizado múltiplos disparos, provocando a morte dele. A cena do crime tinha grande quantidade de cápsulas deflagradas e sangue espalhado pelo ambiente, conforme descrito no boletim.

O caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de homicídio. O atendimento do socorro confirmou ferimentos por disparos de arma de fogo na vítima fatal, de acordo com o relatório policial.

Ainda de acordo com o histórico do boletim, enquanto as equipes permaneciam no local do crime, houve informação via Copom de que um suspeito teria acabado de entrar em casa, no bairro Cecap. A Polícia Militar foi até o endereço e abordou o homem quando ele saía da residência, conduzindo um VW Gol preto.

Os policiais também localizaram, segundo a ocorrência, uma camiseta branca e uma calça cinza em uma lixeira ao lado da casa do investigado — peças compatíveis com as descritas pela esposa da vítima. O material foi apresentado na delegacia.

Suspeito

Durante a abordagem, conforme o relato policial, o suspeito negou participação no crime. Já na delegacia, teria havido uma admissão informal de autoria, com a alegação de que a vítima teria tentado matá-lo anteriormente. A Polícia Civil informou ainda que foi questionada a possibilidade de exame residuográfico, mas a diligência não foi autorizada pela defesa naquele momento.

A esposa da vítima afirmou suspeitar do investigado por conta de desavenças desde 2022 e ameaças recorrentes. Ela também relatou que, apesar da máscara, conseguiu reconhecer características corporais e a região dos olhos de um dos autores e demonstrou receio de represálias. O caso segue em investigação.