Um inquérito aberto pela Polícia Civil do Paraná investiga a morte de Deivison Andrade de Lima, 23, em Ponta Grossa (a 115 quilômetros de Curitiba), após ele ter sido agredido por três homens que o apontaram como autor do assassinato de Kelly Cristina Ferreira de Quadros.
Segundo a Polícia, Deivison conhecia Kelly, mas não teve envolvimento no crime. Ele, que trabalhava como leiturista, foi agredido na noite do dia 18 de janeiro. Ele conseguiu escapar dos ataques e chegou a ser hospitalizado, mas morreu em 26 de janeiro.
Procurado pela reportagem nesta sexta-feira (30), o Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais não forneceu informações sobre qual era o estado de saúde do paciente quando ele deu entrada na unidade nem sobre a causa da morte, afirmando que isso só seria possível com autorização da família.
Viviane Andrade, mãe do jovem, afirmou em entrevista à TVCI que chegou a conversar com o filho quando ele estava consciente e internado em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), entre dias 19 e 20 de janeiro, e que ele relatou ter sido espancado por três homens que o obrigaram a entrar em um carro para levá-lo a um matagal.
No trajeto, conta a mãe, os homens teriam falado "que iriam fazer com ele exatamente o que ele teria feito com essa moça". "O meu filho dizia que não foi ele [que a matou] e nisso ele pulou do carro", disse Viviane.
"Eu também quero Justiça pela vida do meu filho. Não foi justo o que fizeram, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, muito menos de um inocente", continuou.
Em nota, a polícia disse que está realizando diligências para identificar os autores das agressões contra Deivison.
Kelly morreu no dia 16 de janeiro e o inquérito sobre a morte dela já foi concluído. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e está preso. O nome dele não foi divulgado.
Segundo a polícia, o homem tem 43 anos e foi preso em flagrante em sua residência, na Vila Cristo Rei, no dia 19 de janeiro.
"Por meio da análise de imagens de câmeras de monitoramento, a equipe chegou à identidade do suspeito, que foi flagrado por uma câmera de segurança enquanto acompanhava a vítima em direção ao local do crime", explicou o delegado Luis Timossi.
O suspeito inicialmente negou a participação no crime. "Após ser confrontado com as provas apresentadas, o homem confessou o assassinato. Segundo ele, a motivação estaria ligada a um desentendimento ocorrido durante o consumo de entorpecentes", disse o delegado.
O suspeito descreveu ter utilizado um pedaço de madeira e uma pedra para atingir a cabeça da vítima. Ele também indicou o local onde descartou pertences dela e vestimentas sujas de sangue. O material foi apreendido pela Polícia Científica e encaminhado à perícia.