O casal responsável pelo brechó de luxo “Desapego Legal”, de São José dos Campos, foi preso pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (29), no bairro Urbanova, na região oeste da cidade.
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Francine Prado e Filipe Prado dos Santos foram presos em um condomínio residencial, onde moram, chamando a atenção de moradores devido à movimentação de viaturas no local. A defesa do casal não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto.
Os policiais cumpriram um mandado de prisão oriundo do Tribunal de Justiça do Piauí, além de mandado de busca e apreensão de um veículo Jeep Commander, que pertence a uma empresa de aluguel de carros.
O casal também é investigado por denúncias de golpes milionários, que teriam prejudicado centenas de clientes. De acordo com investigação do Ministério Público, o brechó de luxo teria aplicado R$ 5 milhões em calotes.
A empresa já estaria respondendo a aproximadamente 100 processos na Justiça, segundo reportagem veiculada pelo programa Fantástico, da Rede Globo, em janeiro do ano passado.
Clientes de todo o Brasil acusaram o brechó, que é responsabilidade do casal Francine Prado e Filipe Prado dos Santos, de deixar de repassar valores provenientes da venda de produtos de luxo consignados por clientes e parceiros.
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O casal, que é dono do brechó online e de uma loja física em Urbanova, também é alvo de um inquérito instalado no 8º DP (Distrito Policial) de São José por ter supostamente vendido uma bolsa da marca Chanel falsificada por R$ 33 mil para uma cliente que mora no Canadá.
De acordo com o boletim de ocorrência, ela comprou a bolsa em março de 2024, da marca Chanel, modelo “Minivan Minaudiere”. Na ocasião, o casal informou à mulher que a bolsa era autêntica, já tendo sido submetida a processo de autenticação pela plataforma Entrupy.
Em meados do primeiro semestre de 2025, porém, a compradora tomou conhecimento das diversas denúncias de golpes supostamente praticados pela empresa ‘Desapego Legal’, entre elas a venda de produtos falsificados.
A mulher submeteu a bolsa à análise técnica da empresa “Real Authentication”, obtendo laudo técnico conclusivo de produto falsificado, com diversas desconformidades em relação ao produto original da marca Chanel.
A vítima pediu ao casal que enviasse o laudo da plataforma Entrupy, supostamente utilizado para atestar a autenticidade do produto, mas ela não obteve “qualquer resposta” dos representantes da empresa.
O inquérito policial foi instaurado no final do ano passado com o objetivo de apurar a eventual prática de crime de estelionato.