O americano Brendan Banfield confessou à Justiça dos Estados Unidos que tinha um caso com a babá brasileira Juliana Peres Magalhães de 25 anos, que é natural de Jacareí. Os dois estão presos por suspeita de assassinar Christine Banfield, esposa de Brendan e chefe de Juliana, em 2023.
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Segundo Brendan, o caso começou por iniciativa da brasileira. Ele afirmou em depoimento nessa quarta-feira (28) que Juliana teria o procurado por mensagem para falar sobre sua experiência com aplicativos de relacionamento e deixou implícito ao júri que, no mesmo dia, eles teriam tido relações.
O homem disse que não acreditava que a esposa soubesse do caso. Ele também falou que Juliana demonstrou preocupação e medo de ser demitida caso eles fossem descobertos. "Falei para ela que isso era só um caso, que não tínhamos nenhum relacionamento, que eu já tive outros casos e que nada disso mudou minha relação com Christine", disse.
Apesar de confirmar o caso, Brendan continuou negando que planejou a morte da esposa. A versão dele contradiz a de Juliana, que afirmou que o crime foi planejado pelos dois por um longo tempo para que eles mantivessem o relacionamento.
“Não houve nenhum planejamento. Nesse momento [em que o assassinato aconteceu], nossa relação tinha entre seis e oito semanas”, disse ele.
Ele chamou a versão dada pela brasileira de "absolutamente maluca" e disse que nunca usou nenhum aparelho eletrônico de Christine. O julgamento do homem foi suspenso ontem e será retomado hoje no estado da Virgínia.
Juliana contou durante julgamento que o assassinato de Christine Banfield foi planejado por meses com ajuda de Brendan. Os dois teriam pensado em álibis e nas versões que dariam sobre o crime antes de cometê-lo.
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Junto ao amante, Juliana teria criado um perfil se passando por Christine em uma rede social para atrair um homem para a casa dela. A rede social em questão era específica para fetiches sexuais e, com o perfil em nome da vítima, o americano e a brasileira teriam chamado um homem para realizar "uma fantasia de estupro" com Christine.
Brendan teria deixado a porta da casa destrancada para que o "convidado" de Christine chegasse, segundo o depoimento de Juliana. Quando o homem chegou e passou a violentar a mulher, o marido dela atirou nele e, em seguida, esfaqueou a esposa, disse ela no depoimento.
Após o crime, brasileira ligou para a polícia para informar que a chefe estava sangrando e tinha sido esfaqueada por um homem. Durante a ligação, Brendan pegou o telefone, se apresentou como agente do FBI e disse que tinha matado o suspeito de esfaquear a esposa. A gravação da chamada foi tocada durante o julgamento.
Chefe de Juliana foi morta com um homem no condado de Fairfax, na Virginia, em fevereiro de 2023. As vítimas do crime foram identificadas como Joseph Ryan, 39 anos, e Christine Banfield, 37 anos. Ela foi socorrida, mas morreu no hospital em seguida.
Juliana morava na casa onde o crime aconteceu e foi babá da família por dois anos antes de ser presa. Ela estava em um programa de intercâmbio e cuidava da filha do casal. A mansão onde ela morava era avaliada em US$ 1 milhão (mais de R$ 5 milhões).
Pai da família, o chefe de Juliana assumiu crime, mas voltou atrás e passou a negar a autoria. A princípio, Brandon Robert disse em um telefonema à polícia, que matou o homem desconhecido depois que ele invadiu sua casa e feriu sua esposa. Posteriormente, ele, que é agente do FBI, negou a confissão.
A investigação durou sete meses até que a polícia concluísse, ainda em 2023, que Juliana atirou em Joseph. A princípio, a morte de Christine foi tratada como um mistério, mas, durante depoimento em 2026, ela afirmou que Brandon teria assassinado a esposa a facadas.
Juliana foi acusada de homicídio de segundo grau, levada ao centro de detenção e não tem direito a fiança. A mãe dela, que mora no Brasil, disse, na época do crime, que a filha tinha agido por legítima defesa após um desconhecido invadir a casa.
* Com informações do portal UOL