Moradora de Jacareí, Maria Eli Silva, 58 anos, foi com a amiga Lúcia Helena Canhada Lopes, 68 anos, ao ato marcado em Brasília (DF), no último domingo (25), para a chegada da caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
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Elas estavam em meio à multidão, sob chuva forte, quando foram atingidas por um raio que caiu na praça durante o evento, sendo que Maria Eli permanece internada na UTI do Hospital Santa Marta, em Taguatinga (DF). O episódio deixou 89 vítimas, das quais 47 foram levadas a unidades de pronto-atendimento.
A decisão de ir a Brasília ocorreu após Maria Eli enviar a Lúcia um vídeo do deputado, que consideram uma pessoa do bem. Lúcia estava em sua casa em Olímpia, no interior de São Paulo, e incentivou a amiga. As duas se conhecem há cerca de 40 anos e costumam viajar juntas pelo país.
Maria Eli saiu de Jacareí, no Vale do Paraíba, na quinta-feira (22), após comemorar o aniversário com os dois filhos. Seguiu para São Paulo e pegou um ônibus para Olímpia, onde encontrou Lúcia no dia seguinte. As duas partiram de carro no mesmo dia.
Antes da viagem, colocaram uma bandeira do Brasil no veículo com a frase: "Fechado com Bolsonaro" e criaram um perfil em rede social para compartilhar registros do trajeto. Devido ao cansaço, pararam para dormir em Cristalina (GO) e chegaram a Brasília no sábado.
No domingo, na praça, Lúcia ouviu um estrondo forte e chegou a desmaiar. Ao recuperar a consciência, ainda no local, disse ter pensado inicialmente que se tratava de um atentado.
Em seguida, viu pessoas levando a amiga para debaixo de uma tenda azul. Maria Eli apresentava um quadro mais grave, com dores intensas pelo corpo, descritas como sensação de queimação. Ela teve queimaduras no pescoço e em parte do seio.
As duas foram levadas de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte. Maria Eli depois foi transferida para o Hospital Santa Marta e segue internada na UTI. Em um dos atendimentos, recebeu morfina para controle da dor e, segundo a amiga, tem apresentado melhora clínica.
Sobre o risco de morte no incidente, ela declarou: "Se eu tivesse morrido, também não teria problema. Morreria por uma causa justa, nobre".
* Com informações do jornal Folha de S.Paulo