O serviço Disque 100 encerrou o ano de 2025 com o maior volume de denúncias de trabalho escravo e de condições análogas à escravidão desde o início da série histórica, em 2011. Ao todo, foram 4.516 registros, superando em 14% os números de 2024.
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O balanço foi divulgado na quarta-feira (28) pelo MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania).
No último ano, o governo realizou 2.772 resgates de trabalhadores em condições análogas à escravidão, e mais de R$ 9 milhões foram pagos em verbas rescisórias às vítimas.
O caso mais emblemático ocorreu em Porto Alegre do Norte (MT), onde 586 pessoas foram libertadas de uma usina de etanol após denúncias de jornadas de 16 horas e condições degradantes.
São Paulo lidera o ranking de denúncias com 1.129 casos. Na sequência, aparecem Minas Gerais, com 679 ocorrências, e o Rio de Janeiro, com 364.
Tratando-se de resgates, o Mato Grosso é o líder com 607 casos, seguido pela Bahia, com 482, e Minas Gerais, com 393.
Os relatos recebidos pelo Disque 100 abrangem desde o trabalho escravo infantil até casos de servidão por dívida e restrição de liberdade.
Segundo o MDHC, o aumento nos números reflete uma população mais consciente e informada sobre seus direitos, além do fortalecimento da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos.
O Disque 100 é gratuito, anônimo e funciona 24 horas por dia.
Além do telefone, é possível denunciar por WhatsApp: (61) 99611-0100 ou pelo site oficial do MDHC