11 de julho de 2026
BALEADO E MORTO

Família de contador morto por policial em SJC cobra justiça

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Wagner Eduardo (à dir.) foi baleado e morto; Zueber Grieco (à esq.) foi preso pelo crime

Familiares e amigos do contador Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos, baleado e morto em um apartamento na região oeste de São José dos Campos, na manhã de segunda-feira (26), pedem que haja justiça na condução do caso.

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Eles defendem a prisão e condenação do indiciado, o policial civil aposentado Zueber Pasqualino Grieco, de 67 anos, foi preso em flagrante após o crime. Ele é apontado como autor do disparo que matou Wagner. O policial alegou legítima defesa.

O crime interrompeu de forma violenta a vida de Wagner, que cuidava de um filho de 9 anos diagnosticado com transtorno do espectro autista.

“Muito triste tudo isso. Wagner era um cara muito gente boa, não merecia morrer desse jeito não. Que Deus tenha misericórdia”, disse Rosangela Gomes. “Wagner era um cara muito legal, muito triste mesmo Wagner foi meu vizinho, gente do bem”, afirmou Patty Campos.

Wagner namorava há pouco tempo a ex-mulher do policial civil aposentado, que não aceitava o fim do relacionamento e chegou a ameaçar a ex.

Familiares de Wagner contestam a versão apresentada pela defesa do acusado e afirmam que a vítima estava desarmada no momento do crime. “Nossa família pede justiça. Ele estava desarmado”, afirmou uma parente de Wagner.

De acordo com familiares e amigos, Wagner era contador, descrito como um homem discreto, trabalhador e dedicado à família. Ele havia iniciado um relacionamento há cerca de 15 dias com a mulher que estava no apartamento no momento do crime. A morte causou forte comoção entre parentes e pessoas próximas.

Cintia Amaral Chaves comentou: “Wagner deixou filhos e netos! E Deus vai dar condições de todos seguirem bem”.

Tiago Galvão escreveu: “Wagner foi meu melhor amigo nas antigas. Que Deus o receba de braços abertos. Esse rapaz teve uma história difícil, e nem por isso deixou de viver. Não teve contato da mãe, sempre criado pelo seu pai. Um cara bondoso”.

“Cadeia nele. Mais um que não aceitou o não! Absurdo!”, disse Raquel Ayo.

Natália Amaro afirmou: “A versão do ex-marido ele diz que o cara tentou tirar a arma dele! Se tem alguém apontado uma arma para mim, no mínimo eu vou tentar desarmar a pessoa se eu tô desarmada! As pessoas querem justificar o injustificável! Estamos falando de uma vida que foi tirada. Um pai, um filho, um irmão… o cara tinha família”.

O crime

A Polícia Militar foi acionada via Copom por volta das 8h45 para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Com autorização da síndica, os policiais entraram no condomínio. O próprio autor abriu a porta do apartamento, foi desarmado e permaneceu no local até a chegada das equipes.

Dentro de um dos quartos, Wagner foi encontrado já sem vida, atingido por um tiro no peito. A arma utilizada no crime, uma pistola calibre .40 de uso restrito, foi apreendida, assim como celulares e outros objetos que serão analisados pela investigação.

Em depoimento, a ex-esposa do policial afirmou que estava em processo de separação e mantinha relacionamento com Wagner havia cerca de 15 dias. Ela relatou que vinha recebendo ligações insistentes do ex-marido e que, na manhã do crime, ele teria sido informado de que ela não estava sozinha no imóvel.

Segundo o relato, o policial entrou armado no quarto enquanto o casal dormia. Wagner acordou durante a ação, houve uma discussão e, em seguida, o disparo fatal. A mulher afirmou ainda que já havia sido ameaçada anteriormente pelo ex-marido.

O filho do casal, que estava no apartamento, confirmou que houve discussão, mas declarou que Wagner teria avançado contra o pai. Já o policial civil alegou que desconhecia o relacionamento, afirmou que houve luta corporal e sustentou que o disparo ocorreu de forma acidental, dizendo temer ser desarmado.

A Polícia Civil vai analisar as versões conflitantes, a dinâmica do crime, possíveis ameaças anteriores e a alegação de legítima defesa. Informações extraoficiais indicam que, após o disparo, o policial teria apontado a arma para a ex-esposa, sendo impedido pelo filho — ponto que ainda não consta formalmente no boletim de ocorrência e será apurado.

Zueber permanece preso à disposição da Justiça. Ele teve a prisão preventiva decretada em audiência de custódia nesta terça-feira (27). O caso segue sob investigação no Complexo Policial Judiciário de São José dos Campos.