O homem de 42 anos preso pela Polícia Civil por envolvimento na execução do advogado criminalista Leonardo Bonafé será motivo de audiência na Vara do Júri de Taubaté, na próxima segunda-feira (2), às 13h30.
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A audiência será realizada de forma semipresencial por meio de ferramenta de internet, quando serão interrogadas as testemunhas arroladas pela acusação contra Cristiano Teodoro Ribeiro, conhecido como Crisinho.
Ele foi preso no final de julho do ano passado, em cumprimento a um mandado de prisão temporária (30 dias), depois convertido em prisão preventiva (sem prazo estipulado). A defesa recorreu e a prisão preventiva foi confirmada em duas instâncias, no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e no STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Crisinho é acusado de ter sido a pessoa que intermediou a compra e entrega do carro usado na morte de Leonardo, que tinha 25 anos quando foi assassinado em 28 de agosto de 2024, no bairro Três Marias, em Taubaté.
Ele chegava de carro ao escritório da família, onde trabalhava, quando um Jeep Renegade de cor preta emparelhou junto ao veículo, e tiros foram dados. O advogado foi atingido por pelo menos seis disparos de arma de fogo. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Em setembro do ano passado, os dois primeiros réus acusados de envolvimento no assassinato de Leonardo foram absolvidos pelo júri popular, em Taubaté.
O Ministério Público recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo, pedindo a nulidade do processo por entender que os jurados votaram contra as provas do autos.
Os réus eram Carlos Ramon da Silva Gonçalves, conhecido como Baixinho, e Marcelo Henrique Carvalho Coppi. De acordo com a denúncia do Ministério Público, eles não executaram o crime, mas participaram do caso, com preparação e fornecimento do carro aos executores.
Em seu depoimento, Carlos Ramon chegou a dizer que entregou o Jeep Renegade preto para Crisinho às 7h50 do dia do crime. Tal acusação deve fazer parte da audiência na próxima segunda.
O inquérito sobre a morte de Leonardo continua em andamento. A Polícia Civil busca identificar exatamente o atirador que matou Leonardo e a pessoa que dirigia o carro, além de desvendar o motivo da execução.
OVALE apurou que uma pessoa de 47 anos foi alvo de busca e apreensão em Taubaté, suspeito de ter sido o executor de Leonardo. Esse homem já prestou depoimento à polícia e segue sendo investigado.
Ele seria o proprietário do carro, também identificado, que teria ido buscar Carlos Ramon em Pindamonhangaba, para suposta participação no crime.