28 de janeiro de 2026
HOMICÍDIO

Adeus, Wagner: quem era o contador morto por policial em SJC

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Adeus, Wagner: quem era o contador morto por policial em SJC

A Polícia Civil investiga o assassinato do contador Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos, na manhã desta segunda-feira (26), no Parque Residencial Aquarius, área nobre de São José dos Campos.

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Wagner foi atingido por um tiro no peito dentro de um apartamento. O autor do disparo é o policial civil aposentado Zueber Pasqualino Grieco, de 67 anos, preso em flagrante. Ele alega legítima defesa.

Segundo apuração de OVALE, Wagner estava há cerca de 15 dias se relacionando com a nova namorada quando foi morto. Amigos descrevem o contador como profissional dedicado e discreto, cuja morte gerou forte comoção.

Como aconteceu o crime

A Polícia Militar foi acionada via Copom por volta das 8h45 para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo. Com autorização da síndica, os policiais entraram no condomínio. O próprio autor abriu a porta do apartamento, foi desarmado e permaneceu no local até a chegada das equipes.

Dentro de um dos quartos, Wagner foi encontrado já sem vida. A arma apreendida é uma pistola calibre .40, de uso restrito. Celulares e outros objetos foram recolhidos para a investigação.

Relatos e versões

Em depoimento, a ex-esposa do policial afirmou que estava em processo de separação e mantinha relacionamento com a vítima havia cerca de 15 dias. Ela relatou ligações insistentes do ex-marido e disse que, naquela manhã, ele teria sido informado de que ela não estava sozinha no imóvel.

Ainda conforme o relato, o policial teria entrado no quarto armado enquanto o casal dormia. Wagner acordou durante a ação e houve discussão, seguida do disparo fatal. A mulher afirmou também que já havia sido ameaçada anteriormente.

O filho do casal, que estava no apartamento, confirmou a discussão, mas disse que Wagner teria avançado contra o pai. Já o policial afirmou que não sabia do relacionamento, alegou luta corporal e sustentou que o disparo ocorreu de forma acidental, temendo ser desarmado.

Apuração em curso

A Polícia Civil vai analisar as versões conflitantes, a dinâmica do crime, eventuais ameaças prévias e a alegação de legítima defesa. Informações extraoficiais indicam que, após o disparo, o policial teria apontado a arma para a ex-esposa, sendo impedido pelo filho (ponto que ainda não consta formalmente no boletim e será apurado).

Zueber Pasqualino Grieco permanece preso à disposição da Justiça. A perícia foi acionada, e o caso segue sob investigação no Complexo Policial Judiciário de São José dos Campos.