A Coca-Cola FEMSA Brasil confirmou a OVALE o plano de investir R$ 1 bilhão na implantação de uma nova fábrica no interior do estado de São Paulo, e cidades do Vale do Paraíba seguem na disputa para receber o empreendimento. A definição do local, porém, ainda não foi anunciada e deve ficar para o início de 2026.
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Em nota enviada a OVALE, a empresa afirmou que o projeto está em fase de análise e integra a estratégia de expansão da companhia no país. “O projeto integra os planos de investimento da companhia, que busca o constante desenvolvimento de suas operações, sempre de forma alinhada ao avanço socioeconômico sustentável das regiões em que está presente”, informou a Coca-Cola FEMSA.
A expectativa inicial era de que o anúncio ocorresse até o fim de 2025, o que não se confirmou. Apesar da confirmação do investimento, não há data definida para a divulgação da cidade escolhida.
De acordo com apuração de OVALE, quatro cidades do Vale do Paraíba estiveram na corrida para receber a nova unidade: Pindamonhangaba, Lorena, Queluz e Caçapava. Entre elas, Pindamonhangaba, Lorena e Queluz aparecem como as mais bem posicionadas na avaliação técnica da empresa.
A escolha envolve critérios como infraestrutura logística, localização estratégica, disponibilidade de áreas industriais e viabilidade ambiental e econômica.
O prefeito de Jacareí, Celso Florêncio (PL), confirmou que o município chegou a apresentar proposta, mas ficou fora da fase final. “Nossa cidade participou das conversas iniciais, mas não seguimos nas tratativas finais”, afirmou em entrevista a OVALE.
Pindamonhangaba é apontada como uma das favoritas, reunindo estrutura industrial consolidada e forte articulação política. A cidade conta com o apoio do presidente da Alesp, André do Prado (PL), aliado do prefeito Ricardo Piorino, fator que reforça sua candidatura.
Lorena aposta na localização estratégica às margens da rodovia Presidente Dutra, um dos principais corredores logísticos do país. Nesta semana, movimentações de equipes de topografia no município levantaram especulações sobre a futura fábrica, mas a prefeitura negou qualquer confirmação oficial.
“A Prefeitura de Lorena informa que, até o momento, não há informações oficiais relacionadas à instalação de uma fábrica da Coca-Cola no município”, disse a administração em nota.
Já Queluz oferece um terreno com características semelhantes às da antiga fábrica da Coca-Cola em Porto Real (RJ), o que pode representar um diferencial técnico no processo de escolha.
Caçapava participou de tratativas iniciais, mas, segundo apuração, as negociações não avançaram.
Além do Vale do Paraíba, outras cidades paulistas seguem no páreo: Itu, Sorocaba, Bragança Paulista, Jundiaí e Campinas. A Coca-Cola FEMSA afirma que a decisão será tomada com base em estudos criteriosos.
“O processo de escolha é criterioso. Queremos garantir que a nova planta esteja em uma região que ofereça infraestrutura, potencial de crescimento e condições ideais para nossa operação”, destacou a empresa.
O novo complexo industrial deve gerar centenas de empregos diretos e indiretos, impulsionar o setor de serviços e fortalecer o PIB regional. A expectativa é que a unidade seja uma das mais modernas da América Latina, com uso intensivo de automação, tecnologia e inteligência artificial, alinhada às metas de sustentabilidade da companhia.