O Auxílio-Aluguel do governo de São Paulo beneficiou 385 mulheres vítimas de violência doméstica na RMVale ao longo de 2025. O investimento na região chegou a R$ 1 milhão, com o objetivo de garantir moradia segura para mulheres que precisaram deixar suas casas por risco imediato à integridade física.
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A ação é coordenada pela SEDS (Secretaria de Desenvolvimento Social) e tem apresentado crescimento graças à integração entre prefeituras, CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado) e serviços especializados de enfrentamento à violência contra a mulher.
Desde janeiro de 2025, o Estado já repassou R$ 11,9 milhões para 4,6 mil mulheres em todo o território paulista. O benefício permite que vítimas de violência doméstica tenham condições financeiras para alugar um imóvel temporário, afastando-se do agressor e reduzindo riscos de novos episódios de violência.
Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, o auxílio é uma ferramenta de proteção.
“O Auxílio-Aluguel salva vidas. Ele garante que uma mulher possa sair de casa no momento em que mais precisa, com segurança e apoio. Nosso compromisso é assegurar que nenhuma mulher permaneça em risco por falta de proteção ou rede de acolhimento”, afirmou.
De acordo com Marcelo Salera Ricci, diretor da DDS (Diretoria de Desenvolvimento Social), a qualificação dos fluxos administrativos tem sido decisiva para acelerar a concessão do benefício.
“Os municípios têm compreendido o papel do auxílio-aluguel nesse processo de recomeço das mulheres vítimas de violência. A maioria aderiu ao programa ainda neste ano, o que reduziu o tempo entre o atendimento e a liberação do recurso”, explicou.
O desafio agora, segundo ele, é expandir o alcance nas cidades que já participam do programa e ampliar a adesão em municípios que ainda não formalizaram a pactuação com o Estado.
A Secretaria de Desenvolvimento Social informou que trabalha na ampliação da pactuação com os municípios e na capacitação contínua das equipes técnicas, para garantir atendimento rápido, humanizado e eficaz.
“Queremos que todas as cidades estejam preparadas para ofertar o auxílio com sensibilidade social. Nosso objetivo é que nenhuma mulher em situação de violência doméstica fique sem esse apoio no estado”, concluiu Andrezza Rosalém.