Um policial militar de 21 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22), em ação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jacareí, no desdobramento da investigação do assassinato de Matheus da Cruz Pereira, ocorrido em 26 de novembro de 2025.
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De acordo com o boletim registrado pela Polícia Civil, a prisão do investigado aconteceu na 2ª Companhia do 28º BPM/M, na avenida Jacu-Pêssego, na capital paulista, no momento em que ele saía do local onde trabalha. A ocorrência foi apresentada na DIG de Jacareí.
Segundo apuração da reportagem, o PM entrou na corporação há cerca de oito meses e, após os procedimentos iniciais, deve permanecer preso sob custódia no Batalhão Romão Gomes, unidade destinada a policiais militares detidos.
O mandado cumprido pela equipe da DIG de Jacareí também incluiu diligências em um endereço no Jardim Santa Maria, em Jacareí. No total, a Polícia Civil apreendeu um Chevrolet Onix (veículo relacionado ao investigado), uma pistola Glock calibre .40 (arma de propriedade institucional) com três carregadores, munições calibre .40, incluindo 45 cartuchos, além de caixas com munições e unidades separadas, uma cápsula deflagrada (material balístico), ferramentas, celulares, um computador/CPU e uma blusa.
A investigação apura também suspeita de tráfico de drogas. Entorpecentes foram localizados no endereço relacionado ao investigado e encaminhados para os procedimentos de praxe e perícia.
No local, os policiais encontraram 118 porções de maconha, 104 porções de cocaína e seis pedras de crack.
O alvo da operação surgiu durante a apuração do homicídio de Matheus da Cruz Pereira, morto a tiros em 26 de novembro de 2025, na Rua dos Ferroviários, em Jacareí.
Conforme o boletim do dia do crime, familiares relataram que o autor teria colocado o cano da arma em uma pequena abertura do portão e efetuado disparos contra a vítima, que estava sentada no quintal da residência.
Naquela ocorrência, a Polícia Civil requisitou perícia e exames, e também registrou a localização de porções de entorpecentes no local, que foram apreendidas e encaminhadas para análise.
Segundo a apuração da reportagem com fontes ligadas à investigação, o policial militar, ao ser ouvido, teria afirmado que matou porque seria o “vingador”. A linha é tratada como alegação e será confrontada com laudos, perícias e demais provas reunidas no inquérito.
Com a prisão e as apreensões, a Polícia Civil deve aprofundar a análise de materiais balísticos, eletrônicos e demais itens recolhidos. O caso segue em investigação para esclarecer a dinâmica completa do homicídio, eventuais motivações e a possível ligação com outros crimes.