25 de janeiro de 2026
FRAN GALVÃO

As lições de Valentino para a sua imagem e estilo

Por Fran Galvão | Consultora de Imagem e Estilo
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação
As lições de Valentino para a sua imagem e estilo

Esta semana perdemos um dos maiores nomes na moda: Valentino Garavani. O imperador da moda como foi conhecido nos deixou, mas deixou também algo raro em um mercado tão mutável: um legado.

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Valentino foi um nome que não precisou de sobrenome, nem de muitas explicações. Basta dizer “Valentino” que automaticamente pensamos em elegância, alta-costura e, claro, no vermelho mais famoso da história da moda.

Valentino nasceu em 1932, na Itália, e desde muito jovem entendeu que moda não era apenas roupa. Era arte, comportamento, comunicação. Ainda adolescente, decidiu ir para Paris estudar e mergulhou na alta-costura. Em meio a tecidos, ateliês e grandes nomes, começou a formar sua essência que mais tarde marcaria presença no mundo: clássico, atemporal, elegante e feminino — absolutamente feminino. Alias tenho comigo que Valentino amava as mulheres e sua missão era deixa-las estonteantes.

Nos anos 60, ele voltou para a Itália onde abriu seu ateliê e começou a apresentar coleções que rapidamente chamaram a atenção da elite europeia e internacional. O que levou primeiras-damas, atrizes e mulheres poderosas a escolherem vestir Valentino.     Jacqueline Kennedy, por exemplo, escolheu o estilista para momentos marcantes de sua vida. Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Sophia Loren… a lista é gigante e todas elas ao usar um Valentino encontravam presença, não apenas aparência.

Com a fama surgiu o famoso Vermelho Valentino. Dizem que a inspiração veio ao assistir uma ópera, quando percebeu a força daquela cor em cena. O vermelho Valentino não era apenas uma cor vibrante; era também elegante. Um tom que não é chamativo, mas também não passava despercebido. E com o passar do tempo, ele transformou uma cor em assinatura, algo que pouquíssimos estilistas conseguiram fazer.

Sempre fui apaixonada pela marca, mas não só pela estética apresentada em passarelas ou vitrines, mas principalmente pelo local onde Valentino parecia colocar a moda: respeito ao tempo, ao momento, ao corpo e a mulher. Enquanto tendências vem e vão, Valentino permaneceu fiel a sua essência de perfeição no caimento, nos acabamentos e na sensação que a roupa provoca em quem veste.

E é aqui que lógico, como Consultora de Imagem, me interessa observar. Em um momento em que somos constantemente bombardeadas por novidades, microtendências e looks “obrigatórios”, Valentino nos lembra de algo essencial: para ter estilo não precisamos correr atrás de tudo para ser atual.

As roupas que funcionam são aquelas que sustentam a sua vida, a sua rotina. Valentino falava muito sobre isso, inclusive sendo por diversas vezes mencionado como “...seus vestidos não apagam a mulher; eles revelam. Não engessam o corpo; acompanham o movimento. Não competem com quem veste; trabalha a favor.”. Como não se encantar?!?!

Valentino se aposentou em 2008, mas a marca segue viva, atemporal e dialogando com novos tempos. E como li essa semana “Valentino nos mostrou que a verdadeira sofisticação não envelhece e que a lição que fica é poderosa: moda não é sobre ter mais, nem sobre seguir tudo. É sobre escolher melhor. É sobre entender o que te representa, o que te fortalece e o que comunica quem você é ao mundo.”. Nada muito diferente do que sempre trago para vocês, mas poderoso para reforçar nesta coluna de hoje em homenagem a ele.

Então, em homenagem a ele que tenhamos mais intenção e menos tendências. Porque quando entendemos isso e aplicamos em boas escolhas para o nosso guarda-roupa geramos estilo autentico e imagem poderosa, e essas atravessam momentos, deixando marcas – assim como ele.