Uma médica do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi afastada após declarar, de forma equivocada, a morte de uma mulher atropelada no último domingo (18). A vítima, de 29 anos, ainda apresentava sinais vitais e precisou ser reanimada minutos depois, sendo encaminhada em estado grave para atendimento hospitalar.
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O caso ocorreu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru, no interior de São Paulo. Após o atropelamento, a mulher teve o corpo colocado no acostamento e coberto com uma manta térmica, procedimento adotado quando o óbito é confirmado.
No entanto, um médico da concessionária que administra a via percebeu que a vítima ainda estava viva e iniciou manobras de reanimação. Em seguida, ela foi levada ao Pronto-Socorro Central de Bauru e, posteriormente, transferida para o Hospital de Base do município. O estado de saúde é considerado grave.
O afastamento da médica foi anunciado pela Secretaria Municipal de Saúde de Bauru na segunda-feira (19). Segundo a pasta, foi aberta uma sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento. A medida é preventiva e seguirá até a conclusão das investigações administrativas.
De acordo com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), o acidente ocorreu por volta das 18h30. O motorista de uma SUV relatou à Polícia Rodoviária que a pedestre atravessou a rodovia de forma repentina, sem que houvesse tempo para frear ou desviar.
Por causa do atropelamento, a rodovia chegou a ficar totalmente interditada no sentido oeste, sendo liberada após o atendimento da ocorrência.