16 de janeiro de 2026
CRIME

Quem é Janaína Reis; irmã do prefeito é presa em SP

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
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Janaína Reis

Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), foi presa na última quinta-feira (15) após ser identificada pelo sistema de reconhecimento facial Smart Sampa, mantido pela Prefeitura da capital. A detenção ocorreu porque havia mandados de prisão em aberto contra ela.

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A abordagem aconteceu em uma Unidade Básica de Saúde na zona sul da cidade, região próxima à residência particular do prefeito. O sistema de monitoramento, implantado em 2024 pela gestão municipal, reconheceu Janaína e acionou a Polícia Militar.

Segundo as autoridades, Janaína Reis Miron possuía dois mandados de prisão vigentes. Um deles é decorrente de um processo por agressão ao próprio filho, à época com 11 anos, ocorrido em 2014. O caso teve condenação confirmada pela Justiça em 2024.

De acordo com a sentença, a mulher teria mordido a criança, puxado seu cabelo, batido a cabeça do menino contra a parede e arremessado objetos, provocando lesões corporais leves, comprovadas por exames de corpo de delito.

O segundo mandado está relacionado a um episódio registrado em outubro de 2022, quando Janaína foi flagrada dirigindo sob efeito de álcool em uma rodovia de Botucatu, no interior paulista. Conforme o processo, ela apresentava sinais evidentes de embriaguez e desacatou policiais durante a abordagem. A condenação foi concluída em julho de 2025.

No momento da prisão, Janaína estava na UBS para buscar um medicamento de alto custo destinado ao tratamento de cirrose hepática. Ela tem um transplante de fígado agendado para a próxima segunda-feira (20).

Após a identificação, Janaína foi detida pela Polícia Militar e encaminhada ao 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na zona sul da capital. A condução ocorreu com a presença de advogados e seguiu os protocolos legais, segundo a polícia.

A irmã do prefeito passará por audiência de custódia nesta sexta-feira (16), quando a Justiça decidirá se ela permanecerá presa ou se poderá responder em liberdade. Até o momento, a defesa não se manifestou oficialmente. A expectativa é que o estado de saúde da detida seja considerado na decisão judicial.