16 de janeiro de 2026
OPERAÇÃO EM JACAREÍ

Polícia fecha fábrica clandestina e apreende 500 kg de palmito

Por Jesse Nascimento | Jacareí
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Materiais apreendidos na fábrica clandestina de palmito, em Jacareí

Uma fábrica clandestina de palmito foi fechada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jacareí nesta sexta-feira (16), na rua Tupari, no bairro Igarapés, na zona rural da cidade. Quase meia tonelada do produto foi apreendida durante a ação.

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Segundo a Polícia Civil, os policiais da equipe de patrimônios da DIG de Jacareí chegaram ao imóvel durante uma operação voltada à captura de foragidos da Justiça. No local, a equipe identificou uma fábrica clandestina de palmito usada para envase e conserva irregular de palmitos supostamente adquiridos de forma ilegal.

De acordo com o relato policial, a equipe chegou ao endereço e foi atendida por um homem. Ao perceber que se tratavam de policiais, ele teria tentado fugir, mas foi alcançado e abordado.

O idoso, de 62 anos, é suspeito e afirmou aos agentes que correu porque o local funcionava como uma fábrica clandestina de palmito, dedicada ao envasamento e à conserva irregular do produto.

Durante a vistoria, os investigadores relataram a existência de diversos recipientes e materiais usados no processo de envase. Segundo a DIG, parte desses recipientes seria lavada e reutilizada de forma irregular, sem higienização adequada, o que reforçou a suspeita de crime contra a saúde pública.

Em um dos quartos do imóvel, ainda segundo a polícia, foram encontrados milhares de recipientes com palmito já envasado, armazenados sem refrigeração. A informação é que o material seria rotulado e encaminhado para venda em Jacareí e região.

Ao todo, foram apreendidos quase 500 quilos de palmito. Por causa do volume, a Polícia Civil solicitou apoio da Vigilância Sanitária para auxiliar na contagem e no descarte correto do produto e de materiais considerados impróprios para armazenamento e conserva.

A DIG de Jacareí informou que toda a carga estava vinculada à fábrica e foi separada para destinação adequada, evitando que o produto chegasse ao consumidor.

O suspeito foi autuado em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça. Segundo a Polícia Civil, ele deve responder por crime ambiental, crime contra a saúde pública e falsificação.