17 de janeiro de 2026
ASSASSINATO

Ex-futuro médico matou a própria mãe e foi a júri popular

Por Da Redação | Campos dos Goytacazes (RJ)
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução
Ex-futuro médico matou a própria mãe e foi a júri popular

A Justiça decidiu levar a júri popular o estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso, de 32 anos, acusado de matar a própria mãe, Eliana de Lima Tavares Cardoso, de 59. Ele permanece preso preventivamente enquanto aguarda julgamento.

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O caso aconteceu em outubro de 2024, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A decisão judicial foi tomada em dezembro, após o entendimento de que há indícios de autoria e materialidade do crime, o que torna necessária a análise pelo Tribunal do Júri.

Nesta etapa do processo, o juiz não avalia culpa ou inocência, apenas define se o caso deve ser julgado por jurados. Carlos Eduardo está detido no presídio de Itaperuna.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a vítima seguia em uma bicicleta elétrica quando foi atingida por um carro conduzido pelo próprio filho. O impacto teria ocorrido por trás e, em seguida, o veículo colidiu com outro automóvel, deixando cinco pessoas feridas.

O estudante responde por feminicídio, lesão corporal, tentativa de fuga do local e por dirigir sob efeito de entorpecentes. Para o Ministério Público, o episódio não se trata de um acidente de trânsito. A acusação aponta um histórico de violência doméstica e o uso de drogas no dia do ocorrido.

A defesa nega as acusações e sustenta que Carlos Eduardo não reconheceu a mãe no momento do atropelamento. A versão será analisada durante o julgamento.

Com a decisão, o processo segue para o Tribunal do Júri, onde sete jurados irão decidir o caso. Ainda cabe recurso, e a data do julgamento não foi definida.