13 de janeiro de 2026
INVESTIGAÇÃO

Polícia prende na região suposto mandante da morte de Ruy Ferraz

Por Da redação | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 2 min
Fred Casagrande/Prefeitura de Praia Grande
Ruy Ferraz era secretário municipal em Praia Grande

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (13) três mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros de fuzis, aos 64 anos, em 15 de setembro de 2025, em Praia Grande, na Baixada Santista. Um dos detidos foi encontrado em Caraguatatuba.

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Entre os presos está Fernando Gonçalves dos Santos, o Azul, um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital), além de outros dois criminosos conhecidos como Velhote e Serginho. A informação é do repórter Josmar Jozino, colunista do portal UOL.

A reportagem informa que Azul foi preso na Baixada Santista, onde, segundo o Ministério Público de São Paulo, exerce a liderança da facção. As outras prisões ocorreram em Jundiaí e em Caraguatatuba.

Segundo a Polícia Civil, Azul é acusado de ser o mandante da morte do delegado, o pioneiro nas investigações sobre o PCC. O criminoso e os comparsas – dizem as autoridades – queriam se vingar de Ruy Ferraz porque foram presos por ele em 2005.

Ferraz era conhecido pela atuação contra o PCC. As investigações sobre a morte do delegado, conduzidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), apontam que ele foi morto a mando da facção.

Ele foi delegado-geral do estado e chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022, no então governo João Doria (à época no PSDB). Em 2006, Ferraz foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, antes de os bandidos serem isolados na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP).

Quatro anos depois, a Inteligência Policial conseguiu interceptar um plano do PCC para matar Ferraz. Dois homens foram presos em frente ao 69.º DP, na zona leste de São Paulo, com um fuzil. Eles estariam de tocaia para matar o delegado.

Quando foi assassinado, Ruy Ferraz era secretário de Administração Pública de Praia Grande e despachou na prefeitura normalmente no dia do crime. Segundo a investigação da Polícia Civil, o planejamento do crime foi iniciado em março de 2025, com roubo de veículos, aquisição de armamentos e definição de imóveis para apoio logístico.

Ferraz saiu da prefeitura e foi seguido por bandidos por alguns quilômetros antes do assassinato. Imagens de câmeras de segurança mostram que o ex-delegado estava em alta velocidade, provavelmente fugindo dos bandidos, quando entrou em um cruzamento e foi atingido por um ônibus. O carro capotou e ficou imprensado. Três bandidos descem então da picape com fuzis e atiram no delegado, que reagiu.

* Com informações do portal UOL