12 de janeiro de 2026
JUSTIÇA DA IRLANDA

Caso João: após se declarar inocente, policial vai a júri

Por Da redação | Dublin
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Neil Doyle e João, que aparece no detalhe

Após se declarar inocente, o policial irlandês Neil Doyle -- acusado de atropelar João Henrique Thomaz Ferreira, filho do prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD) -- será levado a júri na Irlanda. A decisão foi tomada após audiência realizada nesta segunda-feira (12), quando o agente se declarou inocente das acusações, o que levou o caso a uma instância superior do Judiciário irlandês.

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Segundo Sheila Thomaz Ferreira, mãe de João e ex-primeira-dama de São José, o juiz encerrou a fase atual do processo e determinou o encaminhamento para julgamento por júri em razão da gravidade do caso. A previsão é que o julgamento ocorra entre setembro e dezembro de 2026. Antes disso, Promotoria e Defesa terão uma audiência reservada no dia 13 de março, quando a data exata deverá ser definida.

João Henrique tinha 23 anos à época do atropelamento, em outubro de 2023, e trabalhava como entregador em Dublin. Ele foi atingido por um carro da polícia enquanto procurava a motocicleta de um amigo, cujo local havia sido indicado por GPS. Um grupo de trabalhadores seguiu até o ponto indicado; em determinado momento, João desceu do veículo e sinalizou para a Guarda Irlandesa.

De acordo com testemunhas, a viatura avançou contra João. O jovem foi socorrido e levado ao Hospital de Tallaght, onde passou por cirurgia e teve a perna direita amputada em decorrência da gravidade das lesões.

Neil Doyle responde por direção perigosa causando lesões corporais graves. Familiares e amigos sustentam que o atropelamento teria sido intencional. O caso foi investigado pela Comissão do Provedor de Justiça da Garda Síochána, espécie de corregedoria da polícia irlandesa, que apurou as circunstâncias do ocorrido e, ao final, abriu processo criminal contra o agente.

Com a declaração de inocência, o procedimento segue agora para júri, etapa que poderá definir a responsabilidade penal do policial e eventuais sanções.