O GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) afirmou neste sábado (10) que o guarda-vidas temporário envolvido em uma briga generalizada na Praia Grande, em Ubatuba, na quinta-feira (8), estava em seu “estrito cumprimento do dever legal e no exercício regular de suas atribuições funcionais”.
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Na avaliação da corporação, ele “manteve conduta profissional, pautada pela legalidade mesmo diante da situação adversa”.
O guarda-vidas foi procurado por uma mulher de 36 anos relatando que o filho teria desaparecido momentaneamente na faixa de areia. O profissional afirmou que, naquele momento, estava atendendo uma ocorrência de emergência no mar e priorizou o resgate em andamento, o que gerou insatisfação e discussão.
O caso evolui para agressões e briga generalizada entre o guarda-vidas e acompanhantes da mulher, com as cenas registradas em vídeo. O guarda-vidas acabou algemado após a intervenção da Polícia Militar.
A mulher de 36 anos foi presa por injúria racial contra o guarda-vidas e acabou liberada pela Justiça em audiência de custódia, para responder ao processo em liberdade.
Em nota, o GMBar disse que as partes envolvidas na confusão foram encaminhadas à Delegacia de Polícia, onde foi lavrado boletim de ocorrência pelo crime de injúria racial, tipificado nos termos da legislação vigente em desfavor da autora (mulher de 36 anos).
Após a oitiva, ela foi detida em flagrante, permanecendo à disposição da autoridade judicial competente, que determinou a soltura mediante cumprimento de medidas cautelares.
“O guarda-vidas temporário foi devidamente liberado pela autoridade policial, não recaindo sobre ele qualquer imputação penal, uma vez que foi vítima dos crimes de injúria racial, desacato e lesão corporal. Ele encontra-se afastado temporariamente de suas atividades operacionais por recomendação médica”, disse o GBMar.
Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de São Paulo informou que a ocorrência foi registrada por volta das 11h30, durante ações da Operação Verão, e que a solicitante passou a hostilizar verbalmente o profissional enquanto ele atendia uma emergência no mar, o que elevou a tensão no local.
Ainda segundo o comunicado, houve um novo desentendimento que evoluiu para vias de fato, envolvendo guarda-vidas temporários e acompanhantes da mulher. Os policiais militares intervieram para separar os envolvidos e restabelecer a ordem.
O Corpo de Bombeiros informou também que, conforme registrado pela equipe policial, não foi possível identificar, naquele momento, quem deu início às agressões, porque os policiais chegaram quando as partes já estavam em confronto.
Em depoimento gravado, o guarda-vidas envolvido afirmou que, enquanto estava imobilizado, teria sofrido um chute no rosto. Ele também declarou que foi alvo de injúria racial durante a confusão, dizendo que teria sido ofendido com xingamento de cunho racista antes das agressões físicas.