O volume útil dos reservatórios na bacia do rio Paraíba do Sul encontra-se entre os menores para esta época do ano, configurando um dos menores percentuais desde 1998 para o início de janeiro de 2026. As informações são da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), conforme relatórios atualizados pelo Sistema de Acompanhamento de Reservatórios.
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Diante desse quadro preocupante, o CBH-PS (Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul) informou que o monitoramento contínuo da situação hídrica da bacia está em andamento, com acompanhamento das previsões climatológicas, dados hidrometeorológicos e níveis dos principais reservatórios que abastecem a região.
Além disso, os dados disponibilizados na Sala de Situação do SIGA-Ceivap, mantidos pelo Ceivap (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul), permitem acompanhar, em tempo real, a vazão e o nível dos reservatórios e dos 21 pontos de monitoramento da bacia, com informações atualizadas diariamente conforme publicação da ANA.
Esses dados técnicos são considerados “essenciais para avaliação da situação hídrica”, segundo o CBH-PS. Eles mostram que, na quarta-feira (7), as represas da bacia do rio Paraíba do Sul estavam com o volume baixo. Paraibuna aparece com 35,65% do volume útil, seguida de Jaguari (36,90%), Funil (25,26%) e Santa Branca (32,54%).
As projeções climáticas de instituições meteorológicas nacionais, como o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), indicam que, mesmo com a ocorrência de chuvas ao longo do verão, a precipitação acumulada nos próximos meses pode se manter dentro ou ligeiramente abaixo da média histórica em algumas regiões do Sudeste, o que reforça a necessidade de gestão responsável e uso racional da água.
Diante desse contexto, o CBH-PS informou que mantém rotina permanente de análise integrada de dados hidrológicos e pluviométricos, com base em informações técnicas e atualizadas.
O comitê também promove articulações com órgãos gestores, agências reguladoras e operadores dos sistemas de água e saneamento, visando subsidiar o planejamento operacional e ações de segurança hídrica.
Além disso, o órgão incentiva a população e os usuários dos recursos hídricos a adotarem práticas de uso eficiente da água, em consonância com o Plano de Bacia e a Política de Recursos Hídricos da região.
“O Comitê reforça que a situação atual exige atenção ao uso da água e que todas as decisões são fundamentadas em dados confiáveis, com o compromisso de assegurar o abastecimento humano, os usos socioeconômicos e a sustentabilidade ambiental da Bacia do rio Paraíba do Sul”, informou.