10 de janeiro de 2026
LUTO

Morre Mateus, 2º gêmeo siamês, dois dias após o irmão

Por Da Redação | Goiânia
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Hemu
Morre Mateus, 2º gêmeo siamês, nesta quinta (8)

A morte do segundo gêmeo siamês nascido nesta semana foi confirmada na madrugada desta quinta-feira (8), encerrando um caso considerado de extrema complexidade médica. O recém-nascido não resistiu após evoluir com complicações graves, mesmo depois de uma cirurgia de separação realizada em caráter emergencial, procedimento que havia sido antecipado após o falecimento do irmão.

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O caso ocorreu em Goiânia, onde os bebês, naturais de Mato Grosso, nasceram unidos pela região do quadril em uma unidade da rede pública estadual de saúde. O parto aconteceu na terça-feira (6) e, logo após o nascimento, os dois foram encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sob acompanhamento de uma equipe multiprofissional especializada.

Segundo informações médicas, o quadro clínico se agravou quando um dos gêmeos sofreu sucessivas paradas cardíacas e não resistiu. Diante da instabilidade e da inviabilidade de manter a união entre os bebês, a equipe médica decidiu pela realização imediata da cirurgia de separação, considerada de altíssimo risco.

Após o procedimento, o primeiro recém-nascido apresentou nova parada cardiorrespiratória e morreu. O segundo permaneceu internado na UTI, recebendo cuidados intensivos, mas também evoluiu com complicações severas e teve o óbito confirmado horas depois.

Os pais das crianças, moradores do município de Canarana, no interior de Mato Grosso, acompanharam todo o processo. A gestação chegou a 34 semanas, e o pré-natal foi realizado integralmente na unidade hospitalar goiana, conforme informado pela equipe de saúde.

O parto contou com a atuação de ginecologistas obstétricos e de um cirurgião pediátrico especializado em casos de gemelaridade complexa. Profissionais de diferentes áreas participaram tanto do nascimento quanto do acompanhamento clínico dos recém-nascidos.

De acordo com avaliação médica, os bebês se enquadravam em uma condição rara conhecida como gêmeos isquiópagos, quando a união ocorre pela região da bacia. Nesses casos, os recém-nascidos podem compartilhar estruturas da pelve e, em algumas situações, órgãos internos, o que torna o tratamento altamente complexo.

Casos desse tipo estão entre os mais raros e desafiadores da medicina, ficando atrás apenas das situações em que os gêmeos nascem unidos pela cabeça. A gravidade varia conforme o nível de compartilhamento de órgãos e sistemas vitais.

Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás e a direção do hospital lamentaram as mortes e manifestaram solidariedade à família. O comunicado destacou que, apesar de toda a assistência prestada, o quadro clínico dos bebês evoluiu de forma irreversível.

Não foram divulgadas informações sobre procedimentos administrativos ou sobre o sepultamento. A família segue recebendo apoio psicológico e assistencial da equipe hospitalar e dos órgãos de saúde.