03 de março de 2026
O BRASIL DO FUTURO

2° painel do Fórum OVALE debate inovação na mobilidade urbana

Por Luyse Camargo e Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
OVALE
Debate sobre inovação durante o Fórum OVALE

O segundo painel de debates do 1° Fórum OVALE de Mobilidade Urbana trouxe a inovação como assunto principal, com o tema 'Novas frotas, novos desafios".

O 1º Fórum OVALE de Mobilidade Urbana tem apoio institucional da Prefeitura de São José dos Campos e da Câmara de São José dos Campos, além de patrocínio da CCR Rio SP e da Serttel.

Participaram Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária, Angelo Leite, CEO da Serttel, e Cleber Chinelato, gerente-executivo de Tecnologia da Motiva e da CCR RioSP. A mediação foi do repórter especial Xandu Alves.

Paulo Guimarães disse que a inovação é o que move o mundo para o futuro. "Melhor forma de prever o futuro é construir por meio da inovação".

"O primeiro desafio é o convencimento. As pessoas gostam da zona de conforto e a inovação muda isso. O segundo desafio é o técnico, o que você imagina como solução, que pode ser inviável. E o terceiro desafio é econômico. Na inovação, você está falando de algo novo,coque não tem escala. O quarto desafio é regulatório", afirmou.

Paulo acredita que será necessário o estímulo cada vez maior ao transporte coletivo.

"A grande resposta está no incentivo ao uso de transporte coletivo e transporte público. Lá fora é bonito andar de ônibus, aqui a gente tem vergonha", disse.

Angelo Leite destacou a inovação em São José com a chegada das bicicletas compartilhadas. "O sistema era baseado em estações patrocinadas em outros locais. Em São José não tem. A estação está fazendo 25 mil viagens por mês e a gente espera crescer. 90% das pessoas que usam não pagam, fazem integração", disse o executivo. "São José sempre foi pra gente um laboratório."

Segundo ele, as viagens de bicicleta compartilhada estão crescendo 25% ao mês. Ele mostrou como é importante integrar os modais e usar a tecnologia. "A gente não olha mais para o semáforo, olha para um sistema de gestão de fluxos. É um grande big data que está sendo construido a cada segundo", afirmou.

"A gente quer criar uma mapa de velocidade da cidade. Como a cidade está operando neste momento. A cidade pode ter um índice de velocidade média, de fluidez e não de congestionamento", completou.

Cleber Chinelato disse que a inovação é preciso ser usada para atender a demanda, e não inovar por inovar.

"Gosto muito de falar de inovação como atender necessidade, renovar por renovar não faz muito sentido", disse.

"Iluminação, câmeras, câmeras de detecção automática de incidentes com dados automatizados e IA", afirmou ele sobre os projetos das rodovias.

Cleber explicou a implantação dos pedágios sem cancela na Via Dutra e na Rio-Santos, rodovias administradas pela concessionária RioSP.

"Praças de pedágio tem que ter a maior fluidez possível para o cliente e maior segurança. A inovação está presente na rodovia de forma gigante em termos de volume."

Ele também falou sobre a integração das rodovias com os municípios.

"A gente tem interação muito grande com todas as cidades, o que está faltando muitas vezes é a integração. Smarts cities no final é isso", afirmou Cleber.

"Muito se fala do free flow da cobrança, mas aquilo ali é gestão de tráfego", completou.