10 de julho de 2026
TRANSPORTE

Ônibus: mudança fará Taubaté gastar 39% a mais com subsídio

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
A partir desse mês de dezembro, haverá mudança no cálculo do subsídio pago pela Prefeitura à ABC; custo anual deve saltar de R$ 26,7 milhões para R$ 37 milhões

Após dois adiamentos, será aplicada a partir desse mês a mudança no subsídio do transporte público de Taubaté. A medida deve ampliar em 39% os repasses que a Prefeitura faz mensalmente à ABC Transportes - de R$ 2,23 milhões para R$ 3,1 milhões.

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Por ano, o montante gasto com subsídio deve passar de R$ 26,76 milhões para R$ 37,2 milhões, um acréscimo de R$ 10,44 milhões. Como a Prefeitura faz o repasse no mês subsequente, o impacto começará a ser sentido apenas em janeiro de 2026.

A mudança no subsídio estava prevista para o mês de junho de 2024. Naquela ocasião, o governo do ex-prefeito José Saud (PP) pediu o adiamento da medida por 12 meses. E, em junho de 2025, a gestão do prefeito Sérgio Victor (Novo) solicitou novo adiamento, por mais seis meses. Nos dois casos, os adiamentos foram motivados por questões financeiras.

Subsídio.

Desde março de 2021, a Prefeitura pagava à empresa R$ 1,50 por passageiro transportado. Com isso, o gasto mensal com subsídio era de R$ 550 mil - o que representava R$ 6,6 milhões por ano. Em junho de 2023, para renovar o contrato que se encerraria em maio de 2024, a ABC exigiu a mudança na fórmula do subsídio, o que foi aceito pela Prefeitura - com isso, o contrato foi prorrogado até 2034.

Pelo acordo firmado para a prorrogação do contrato, nos 12 meses seguintes seria adotado um modelo híbrido: nas linhas de maior demanda, o subsídio continuou a ser de R$ 1,50 por passageiro; nas linhas de menor demanda, foi de R$ 10,05 por quilômetro rodado. Com isso, o custo do subsídio passou a ser de R$ 19,6 milhões por ano.

Em junho de 2024, após os 12 primeiros meses de modelo híbrido, o contrato prorrogado previa a adoção do subsídio por quilômetro rodado em todas as linhas, mesmo aquelas de maior demanda. Essa era a vontade da ABC, mas a Prefeitura negou - e adiou a mudança para junho de 2025. Na ocasião, houve apenas o aumento de R$ 10,05 para R$ 11,22 no valor pago por quilômetro rodado nas linhas de menor demanda. Com isso, o gasto anual passou a R$ 24 milhões.

Estações.

Como contrapartida à mudança no subsídio, era prevista para junho de 2024 a implantação de três estações de conexão do transporte público. Com o adiamento no subsídio, houve adiamento também com relação às estações.

Até agora, apenas uma estação de conexão entrou em operação, a do Cecap, em maio de 2025. No entanto, como a novidade foi alvo de críticas dos passageiros, a expansão do modelo entrou em compasso de espera.

Anteriormente, estavam previstas para o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026 mais duas estações, no Campos Elíseos e na Rodoviária Nova, mas isso deve ser adiado novamente.

Prefeitura.

Sobre a mudança no subsídio, a Prefeitura afirmou que "há possibilidade de redução do valor" posteriormente, "relacionado a um eventual aumento no número de passageiros".

Sobre as novas estações de conexão, a Prefeitura se limitou a afirmar que "as definições estão sendo estudadas pela Secretaria [de Mobilidade Urbana] a partir de informações prestadas pela concessionária".