11 de julho de 2026
JUSTIÇA

Homem é preso 17 anos após estupro de criança de 4 anos no Vale

Por Xandu Alves | Lorena
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Freepik
Imagem ilustrativa

Um homem de 55 anos foi preso no Vale do Paraíba 17 anos após o crime de estupro contra uma criança de quatro anos, pelo qual foi condenado. A prisão ocorreu no último dia 17 de novembro, em Lorena, após um mandado de prisão expedido contra ele, que foi preso por policiais militares.

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De acordo com a mãe da vítima, que hoje tem 22 anos, o estupro aconteceu em agosto de 2008, quando a filha tinha quatro anos. Na época, a mãe registrou a denúncia na Polícia Civil e, desde então, aguardava a condenação do acusado, que é membro de uma igreja evangélica de Lorena e costumava pregar no local.

“Não acreditava em justiça mais”, disse a mãe. “Quase sofri um enfarto quando soube que ele havia sido preso. Ele continuava pregando antes de ser preso”.

A prisão do homem foi tão significativa para a mãe que ela tatuou a data e o horário na pele: 17 de novembro de 2025, às 19h33, ao lado da balança da justiça. O caso foi revelado pela página Olho Vivo do Vale e confirmado por OVALE.

“Tatuei a data em que ele foi preso. Eu sofri muito com isso, minha filha lembra cada detalhe até hoje. Quando eu falei da prisão dele, ela só chorava. Ela faz tratamento até hoje para superar o trauma”, contou a mãe.

Violência sexual.

A mãe disse que o caso começou quando ela precisou deixar a filha com uma babá, para que pudesse trabalhar. A babá era casada com o acusado.

Um tempo depois, a mãe percebeu um comportamento estranho na filha, com relação às suas partes íntimas. Com calma, após a filha chorar diversas vezes, ela conseguiu conversar com a menina, que contou que o acusado tocava nas partes íntimas dela e a fazia tocar na dele.

“Ele ameaçava minha filha e dizia que se ela contasse ia ser trancada num quarto escuro”, disse a mãe.

Ela denunciou o caso à Polícia Civil e, depois disso, iniciou-se um longo processo até que o homem fosse condenado e preso por estupro.

“Denunciei e começou um longo processo, com polícia, Conselho Tutelar e Justiça. Ano passado recebi a notícia que ele havia sido condenado, mas não tinha sido preso, o que aconteceu agora.”

“Acho que ele vai cumprir a pena. A chance de sair é mínima agora. Acredito e tenho fé em Deus que ele não vai sair”, afirmou.

Justiça.

Além de traumatizar a criança, o caso transtornou a vida da família, que precisou mudar de casa em Lorena para fugir do estigma que pairava sobre a menina. “Transtornou toda a vida da gente. Entrei em depressão profunda e tive que fazer tratamento para sair.”

A mãe contou que o homem não teve mais contato com a filha depois do crime, e que sempre que o encontrava ela o confrontava. “Ele nunca admitiu e também nunca pediu perdão”.

“A Justiça demorou, mas chegou. Quando soube pensei que ia enfartar, uma mistura de ódio, alívio, não sei nem explicar. Graças a Deus minha filha está superando. Ela está no último ano da faculdade”, disse a mãe.

A defesa do acusado não foi localizada pela reportagem de OVALE para comentar a prisão. O espaço segue aberto.