08 de julho de 2026
CRIME BÁRBARO

Antes de matar enteada, madrasta executou ex e queimou corpo

Por Da redação | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Iraci (esq) e a menina Rafaela (dir)

Presa por estrangular a enteada Rafaela Marinho Souza, de 7 anos, na última sexta-feira (21) na Cidade Estrutural, no Distrito Federal, Iraci Bezerra dos Santos Cruz, 43 anos, já era considerada foragida por outro crime brutal: o assassinato do ex-companheiro Marcos Gomes, ocorrido em 17 de dezembro de 2023, em Altamira (PA). Segundo o inquérito da Polícia Civil do Pará (PCPA), ela atirou contra o homem e depois queimou o corpo para tentar destruir provas.

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Iraci tinha um mandado de prisão em aberto por esse homicídio e vivia em Brasília sem que a família soubesse do histórico criminal. No Pará, ela trabalhava com o ex-marido em uma fazenda e chegou a confessar o crime durante uma ligação telefônica feita à esposa do proprietário da área. Quando a polícia chegou ao local, encontrou o corpo de Marcos e uma espingarda calibre 28 com as digitais da investigada.

Após ser denunciada pelo Ministério Público do Pará, a Justiça decretou a prisão preventiva da mulher, que fugiu antes de ser encontrada.

Crime no DF: menina foi enforcada com um cinto

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Iraci enforcou Rafaela usando um cinto e deixou o corpo da criança pendurado em uma pilastra da casa onde a família morava. Em seguida, caminhou até a 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural), onde se entregou espontaneamente e confessou o crime.

A suspeita permanece detida e presta depoimentos às autoridades. O pai da menina e vizinhos também estão sendo ouvidos.

Ciúmes pode ter motivado o assassinato

Informações preliminares apontam que Iraci sentia ciúmes da relação entre o marido e a filha, hipótese que ainda é analisada pelos investigadores. A PCDF mantém cautela e apura o histórico familiar, além de possíveis episódios anteriores de violência.

A pequena Rafaela, descrita por vizinhos como “carinhosa e tranquila”, teve a morte confirmada no local pelo Corpo de Bombeiros.

O caso deve seguir para a Justiça como homicídio qualificado, com agravantes em análise.