Jair Bolsonaro (PL) tentou romper tornozeleira eletrônica, de acordo com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), na decisão que determinou prisão do ex-presidente.
Ministro do STF diz que intenção do ex-presidente era violar o aparelho de monitoramento para “garantir êxito em sua fuga”.
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Na decisão, Moraes diz que Bolsonaro teve a intenção de violar o aparelho de monitoramento por volta de meia-noite deste sábado (22). A prisão do ex-presidente da República aconteceu durante a manhã, por volta das 6h, no condomínio onde mora em Brasília.
Ainda na decisão, Moraes determinou que a prisão deveria ser cumprida “com todo o respeito à dignidade do ex-presidente da República”, sem exposição e sem algemas.
Moraes destaca que recebeu às 0h08, deste sábado (22), a informações de que a tornozeleira de Bolsonaro havia apresentado algum tipo de violação.
O ministro cita a possibilidade de fuga de Bolsonaro para embaixada dos EUA. A decisão de Moraes cita que o imóvel americano fica a cerca de 13 quilômetros da residência de Bolsonaro, o que seria percorrido em 15 minutos de carro.
Bolsonaro foi condenado recentemente pela 1ª turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista na tentativa de permanecer no poder, apesar dos resultados das urnas em 2022. Ele estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, acusado pela Justiça de atrapalhar as negociações.
A prisão de Bolsonaro teria ocorrido após o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocar vigília em frente à casa do pai, às vésperas do início do cumprimento da pena por tentativa de golpe, e não está relacionada ao caso, de acordo com Moraes.
A prisão, segundo o ministro, é importante para a garantia da ordem pública. A PF avaliou que o ato convocado por Flávio representava risco para participantes e agentes policiais.
De acordo com informações, Bolsonaro reagiu com tranquilidade à prisão preventiva.
Enquanto permanecer na Superintendência da PF, Bolsonaro deve ficar em uma sala de Estado – espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
De acordo com a TV Globo, o espaço é uma sala com mesa, cadeira e cama e um banheiro privativo.
Caso o ex-presidente permaneça na Superintendência da PF, ele poderá receber livros, eletroeletrônicos e pertences pessoais. Não há uma manifestação do STF para transferência de Bolsonaro do local, no momento.