09 de julho de 2026
OVALE CAST

‘Estado está mais preparado’, diz MP sobre risco de ataque do PCC

Por Guilhermo Codazzi e Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reproduçao
Viaturas policiais foram destruídas por ataque do PCC em 2006

O promotor de justiça Alexandre Castilho, membro do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, disse que o fortalecimento da rede de enfrentamento ao PCC (Primeiro Comando da Capital) reduziu a chance de um novo ataque da facção criminosa contra as forças de segurança, como ocorreu em 2006.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Na época, membros do grupo organizaram rebeliões em penitenciárias e ataques a policiais no estado de São Paulo em represália à transferência de 765 detentos ligados ao PCC para a penitenciária de segurança máxima em Presidente Venceslau.

Os ataques a agentes e unidades de segurança pública tiveram início na noite de 12 de maio de 2006 e se espalharam ao longo do fim de semana. Policiais, guardas civis e bombeiros foram atacados na rua, em seus locais de trabalho, em estabelecimentos comerciais e até em suas casas. Morreram 59 agentes públicos.

“Eu acho que hoje em dia é um pouco mais difícil [um novo ataque do PCC], porque a rede de enfrentamento é muito maior. A informação hoje ela é mais democrática. As instituições se uniram mais, então há mais troca de informação. Então algum bucho aqui já chega ali”, disse Castilho em entrevista ao Documento OVALE Cast, uma grande reportagem em formato de podcast.

“Hoje o Estado está mais preparado. Primeiro, ele reconheceu a existência [do PCC] e se preparou mais. Hoje a gente tem condições de uma resposta, de evitar. Porque a inteligência, na verdade, isso é um trabalho de inteligência, que tem essa finalidade de evitar. A informação é tudo. 2006 hoje em dia seria um pouco mais difícil”, afirmou o promotor.

OVALE Cast contou com a participação do editor-chefe de OVALE, Guilhermo Codazzi, e do repórter especial Xandu Alves. O episódio está disponível nos canais de OVALE no Youtube Spotify, além das redes sociais e no site do jornal.