A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apresentou dados que revelam a urgência na regulação de suplementos alimentares: a agência cancelou 277 dos 423 suplementos avaliados até julho de 2025, principalmente devido à ausência de estudos de estabilidade. Diante desse cenário de riscos, um Grupo de Trabalho da Câmara dos Deputados se reuniu nesta terça-feira (18) para debater a qualidade, a regulação e a fiscalização dos produtos, visando aumentar a segurança do consumidor.
O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), coordenador do grupo, afirmou que será elaborado um projeto de lei para regulamentar de forma mais rígida a produção e a venda de suplementos. Carreras justificou a iniciativa, dizendo que "estamos falando de um produto regularizado como alimento, mas que tem peculiaridades e muitas vezes é consumido sem acompanhamento profissional, o que aumenta os riscos." A gerente-geral de Alimentos da Anvisa, Patrícia Fernandes Nantes de Castilho, reforçou o alerta, destacando que alimentos inapropriados do ponto de vista sanitário ou nutricional podem causar doenças de relevância para a saúde.
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Representantes da sociedade civil e do governo federal apontaram desafios na fiscalização e na informação ao público. Entidades de Nutrição defenderam que a rotulagem dos produtos seja mais clara, facilitando decisões informadas pelo consumidor, enquanto o Ministério da Saúde destacou a necessidade de campanhas de educação para orientar sobre o uso e os riscos de produtos irregulares.