O ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália, foi transferido na manhã desta segunda-feira (17) da Penitenciária 2 de Tremembé (P2), conhecida como “presídio dos famosos”, para o Centro de Ressocialização de Limeira, no interior de São Paulo.
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Segundo informações às quais a reportagem teve acesso, Robinho deixou a P2 por volta das 8h30. Ele já está custodiado na unidade de Limeira. A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) foi procurada, mas ainda não se manifestou oficialmente sobre os motivos e as condições da transferência.
No fim de outubro, a defesa de Robinho apresentou um pedido à Justiça de Taubaté para que ele deixasse a Penitenciária 2 de Tremembé e fosse transferido para outro presídio do estado.
A Justiça negou o pedido, afirmando que o tipo de solicitação deveria ser encaminhado diretamente à SAP, responsável pela gestão e alocação dos presos nas unidades prisionais de São Paulo.
Mesmo com a negativa judicial, a própria SAP tinha a prerrogativa de analisar e decidir sobre a mudança de unidade — o que acabou ocorrendo agora, com a transferência para o Centro de Ressocialização de Limeira.
No pedido, a defesa argumentou que Robinho teria conduta exemplar, sem registros de faltas disciplinares. De que ele é réu primário, com uma condenação criminal. Também apontou como destinos possíveis unidades em Bragança Paulista, Rio Claro e Limeira, todas elas centros de ressocialização.
Robson de Souza, o Robinho, hoje com 41 anos, foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão por estupro coletivo contra uma mulher albanesa, em 2013, quando jogava pelo Milan.
A Penitenciária 2 de Tremembé, oficialmente Penitenciária “Dr. José Augusto César Salgado”, ganhou o apelido de “presídio dos famosos” por abrigar réus de grande repercussão nacional ao longo dos anos.
Foi lá que Robinho passou o primeiro ano e meio de prisão, incluindo período inicial de isolamento e, depois, convívio com outro detento na mesma cela.
Embora a SAP ainda não tenha detalhado o regime específico a que Robinho ficará submetido em Limeira, na prática, a transferência de uma penitenciária de grande porte para um centro de ressocialização costuma ser vista, por advogados criminalistas, como melhora nas condições de cumprimento de pena, desde que mantido o regime fixado – no caso dele, fechado, com progressão condicionada à lei.
Em outubro, o Conselho da Comunidade de Taubaté divulgou um vídeo em que Robinho e o empresário Thiago Brennand — também preso na P2, condenado por crimes contra mulheres — descrevem a rotina na penitenciária, afirmam que não recebem privilégios e rebatem o conteúdo do livro “Tremembé, o presídio dos famosos”, do jornalista Ulisses Campbell, que inspirou uma série no streaming.
Na semana passada, Brennand foi transferido para o presídio José Parada Neto, em Guarulhos, após pedido de sua defesa — movimento que agora se repete, em circunstâncias diferentes, com Robinho indo para Limeira.
A defesa de Robinho alega bom comportamento, ausência de faltas disciplinares e destaca que ele é réu primário; também aponta que a P2 de Tremembé poderia ser desativada em breve, o que justificaria pensar numa transferência.