11 de julho de 2026
BILHETE PREMIADO

Golpe de R$ 3 mi em idosa de São José desencadeia ação policial

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Policiais envolvidos na “Operação Golpe da Sorte”

Um golpe de mais de R$ 3 milhões em idosa de São José dos Campos desencadeou a “Operação Golpe da Sorte” da Polícia Civil, que culminou no bloqueio de R$ 74 milhões dos envolvidos.

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A Polícia Civil deflagrou nessa quarta (12) a ação para cumprir 15 mandados de busca e apreensão e bloquear contas bancárias ligadas a uma rede interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro.

A investigação começou em São José dos Campos, após a denúncia de uma idosa, que foi vítima do chamado “golpe do bilhete premiado” e transferiu R$ 3,250 milhões aos criminosos.

A ofensiva ocorreu nas cidades de São José dos Campos, Rio Claro, Nova Odessa, Atibaia, Salvador (BA) e Londrina (PR), com 50 policiais e 19 viaturas da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais), do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), e unidades parceiras.

Segundo a apuração, os envolvidos convenciam a vítima de que havia prêmio milionário a receber, exigindo depósitos “antecipados” para supostas taxas, custas ou regularizações.

O dinheiro era enviado a contas de interpostas pessoas (as chamadas “mulas financeiras”), rapidamente fracionado, remetido para casas de câmbio e convertido em criptoativos, etapa que ocultava a origem e dificultava o rastreio.

Criptoativos.

O ponto de virada da investigação foi o rastreio de criptoativos: com dados bancários, registros de operadoras e relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), os investigadores mapearam carteiras digitais e reconstituíram o fluxo até operadores e beneficiários finais.

Foram bloqueadas 23 contas, com o bloqueio individual de R$ 3,25 milhões cada, totalizando um valor bloqueado de R$ 74,750 milhões.

Também foram apreendidos R$ 300 mil em dinheiro e mais 30 mil dólares e 25 mil euros, além de 20 aparelhos de telefone celular, quatro computadores, um veículo Jeep Compass, tablet, HD, pendrive e documentos diversos.

Embora o quadro preliminar da síntese operacional indicasse “nenhuma prisão efetuada”, durante os cumprimentos em Rio Claro duas investigadas foram autuadas em flagrante por uso de documentos ideologicamente falsos (oficialmente emitidos a partir de dados falsos), após checagens com polícias civis da Bahia, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal.