11 de julho de 2026
SÃO PAULO

Polícia capacita 200 escrivães para enfrentar crimes digitais

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/SSP
Agentes do Noad participaram da orientação dos novos escrivães

Pela primeira vez no país, 200 escrivães da Polícia Civil de São Paulo, que estão em formação, participaram de um treinamento voltado ao combate de crimes cometidos no ambiente virtual.

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“É um crime que, infelizmente, tende aumentar em todo o país. Por isso, vocês precisam estar preparados e ambientados com as ferramentas para adotar as providências cabíveis que a Justiça e a lei determinam”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian.

A capacitação faz parte da curso de formação de escrivães da Polícia Civil paulista, previsto para conclusão em janeiro de 2026. O módulo foi aplicado nessa terça-feira (4) na Acadepol (Academia da Polícia Civil Coriolano Nogueira Cobra).

Os agentes do Noad (Núcleo de Observação e Análise Digital), da SSP (Secretária da Segurança Pública) de São Paulo, participaram da orientação dos novos escrivães. Eles detalharam os passos das investigações e a importância do registro da ocorrência conforme as diretrizes.

Para a coordenadora do Noad, delegada Lisandréa Salvariego, a importância desse tipo de capacitação está na empatia e sensibilidade que o atendimento às vítimas deve ter.

“É necessário qualificar esses policiais para que eles saibam como recepcionar esse tipo de ocorrência e que, a partir disso, seja iniciada uma investigação contundente para que os autores sejam devidamente identificados e punidos”, explicou.

Para a futura escrivã de polícia Débora Alves, a capacitação foi impactante e essencial para a formação policial.

“Esse conteúdo indica uma série de ações que deveremos adotar ao recepcionar um crime virtual. Assim, desde o primeiro contato, poderemos aprofundar o assunto garantindo o máximo de conforto e efetividade policial para as vítimas”, afirmou.

Muitos alunos tiveram o primeiro contato com o trabalho realizado pelo núcleo durante a aula, onde foram orientados sobre o tratamento com as vítimas e familiares.

“Nosso trabalho precisa ser empático, pois é uma situação impacta todo o meio familiar. E ter esse cuidado e atenção no contato é essencial”, acrescentou Débora.