18 de maio de 2026
CANOA CAIÇARA

Luciano Candisani expõe tradição, natureza e arte em Ilhabela

Por Luyse Camargo | Ilhabela
| Tempo de leitura: 2 min
Acervo/ Luciano Candisani
Luciano Candisani cria narrativas ambientais a partir de fotografias

Exposição de Luciano Candisani em Ilhabela convida visitantes a refletir sobre a preservação do meio ambiente e do patrimônio cultural. A mostra Canoa Caiçara é gratuita e está disponível para visitação até 4 de janeiro de 2026, na Fundaci.

Residente em Ilhabela desde a infância, o fotógrafo e biólogo Luciano Candisani viaja pelo mundo há três décadas. Sua carreira na ciência começou ainda na faculdade, acompanhando uma expedição à Antártica. Na adolescência, aprendeu a fotografar com o pai e, aos 14 anos, interessou-se pela fotografia subaquática. Desde então, ele documenta culturas e a natureza de forma artística. Sua jornada o levou a lugares como a Patagônia, Amazônia, Ilhas Malvinas, Tonga, Filipinas e outros.

“Desde o início da carreira eu fotografo biodiversidade, conservação da natureza e populações tradicionais, todos temas voltados à proteção do planeta... todo meu trabalho está ligado a esse tema central e é dessa forma que ele é reconhecido dentro da fotografia contemporânea”, diz o artista. “É o uso da estética da composição, da luz em favor da mensagem. É um trabalho documental que se apropria de elementos da arte para trazer a mensagem com bastante força.”

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

A fotografia, para ele, é sobretudo um ato de compartilhar narrativas e o belo. Suas imagens são premiadas e reconhecidas internacionalmente, publicadas em veículos como National Geographic e GEO.

Exposições

Uma de suas produções pode ser visitada atualmente no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, na exposição Água Pantanal Fogo, que retrata os impactos ambientais dos incêndios ocorridos entre março e maio de 2024 na área. A mostra tem também trabalhos de Lalo Almeida e já ultrapassou cem mil visitantes.

Outro marco é o documentário Haenyeo: a Força do Mar (2018), que retrata mulheres entre 60 e 90 anos, mergulhadoras Haenyeo, da Ilha de Jeju, na Coreia do Sul. Elas mantêm a tradição secular de mergulhar utilizando apenas o ar dos pulmões em até 10 metros de profundidade para coletar frutos do mar. O filme está disponível no YouTube.

Em Ilhabela, na Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci), a arte de Candisani está em exibição até 4 de janeiro de 2026. A mostra, chamada Canoa Caiçara, apresenta suas fotografias junto a réplicas construídas pelos mestres canoeiros Manoel Neri Barbosa (Baeco) e José Carlos Nascimento, integrando o projeto Ilha Museu. A exposição destaca a canoa como símbolo de resistência e identidade, explorando seu processo artesanal e papel histórico.

A Fundaci fica na rua Dr. Carvalho, nº 80, centro histórico.

Unindo ambientalismo à arte, Luciano Candisani transforma suas expedições em narrativas visuais poderosas. Seja documentando as águas do Pantanal ou a resistência das culturas costeiras, ele cumpre a missão de usar a estética em favor da mensagem, convidando o público a refletir sobre a importância da conservação e do patrimônio cultural.

É possível conhecer mais sobre o trabalho do artista em seu site oficial.