Maior investimento do Governo do Estado de São Paulo na área de mobilidade urbana e regional, o TIC (Trem Intercidades) vai conectar municípios do interior à capital. A primeira etapa liga São Paulo a Campinas, passando por Jundiaí. Trata-se do Eixo Norte, que tem investimentos previstos na casa de R$ 14,2 bilhões.
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Já o Eixo Leste ligará São Paulo a São José dos Campos. O projeto avança para a segunda de seis etapas de desenvolvimento dentro do Programa de Parcerias de Investimentos do Governo do Estado, liderado pelo vice-governador Felicio Ramuth (PSD).
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Também estão previstos o TIC Eixo Oeste (da capital até Sorocaba) e o TIC Eixo Sul (para Santos), que é o mais desafiador dos quatro trechos.
O projeto do TIC do Vale está atualmente em fase de estudos de base, etapa que antecede a audiência pública, quando a população poderá opinar sobre o traçado, impacto e benefícios da obra. Após essa etapa, acontece o leilão, cujo modelo é o de PPP (Parceria Público Privada).
Para o projeto, existem três possibilidades pelos trilhos da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Usar trecho da linha 11, Coral, que atende parte da Zona Leste de São Paulo; utilizar parte da linha 12, Safira, cujo trajeto seria mais curto; ou aproveitar a linha 13, Jade. Neste caso, haveria conexão com o Aeroporto de Guarulhos.
O trajeto proposto deve conectar São Paulo à Região Metropolitana e a São José dos Campos, com tempo médio de viagem estimado em 75 minutos. A extensão total ficará entre 80 e 130 quilômetros, atendendo cerca de 2,7 milhões de pessoas em quatro cidades que ainda serão definidas.
Em entrevistas anteriores, Felicio confirmou que o TIC Eixo Leste está em fase inicial de estudos e que uma das possibilidades é que esse trem passe também por cidades do Alto Tietê.
“Vamos esperar concluir a primeira licitação para começar o processo do trem até São José, mas ele está dentro da nossa carteira de projetos” disse Felicio. “Todos os trens serão de média velocidade, entre 140 a 160 quilômetros por hora, e vão se interligar. Vai ser possível sair de São José e ir para Sorocaba, por exemplo. Ou viajar de São José até Campinas”, completou o vice-governador.
O investimento previsto no TIC Vale é de R$ 10 bilhões, contemplando obras, infraestrutura e operação. Ainda não há data definida para o início das obras, mas a iniciativa, segundo o governo estadual, representa um “importante passo rumo à integração ferroviária do Vale do Paraíba, fortalecendo a ligação entre o interior e a capital paulista”.
Quando concluído, o projeto deve impulsionar a mobilidade regional, o desenvolvimento econômico e reduzir a dependência das rodovias, trazendo de volta aos trilhos o tradicional “trem do interior”, agora com tecnologia e conforto.
“Esses são projetos de infraestrutura de médio e longo prazo. Sabemos da ansiedade da imprensa e da população, especialmente porque o Estado de São Paulo não recebia investimentos em trens de passageiros há muitos anos. Este é o retorno do sistema ferroviário ao estado e uma prioridade do governador Tarcísio. Contudo, é um projeto de médio e longo prazo, por isso pedimos paciência à população. Mas tudo está dentro do cronograma”, afirmou Felicio durante agenda política em Campinas.
A previsão é que o primeiro trecho do TIC, entre São Paulo e Campinas, entre em operação em 2031, beneficiando aproximadamente 15 milhões de pessoas em 11 municípios e gerando mais de 10 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. A expectativa é de que o trem transporte até 860 passageiros por viagem.
A concessionária responsável pelo TIC entre Campinas e São Paulo prevê o início das obras em maio de 2026. O serviço expresso percorrerá 101 km/h entre a Estação Água Branca, na capital, e o Pátio Ferroviário da metrópole do interior, em 64 minutos, com parada em Jundiaí. A locomotiva sobre trilhos terá velocidade de até 140 km/h.
O projeto do Trem Intercidades é discutido pelo governo de São Paulo pelo menos desde 2013, quando foi anunciado para 2014 o prazo para publicação do edital que previa uma PPP para ligar a capital tanto ao interior quando à Baixada Santista.
À época, a proposta previa 430 km de extensão, com início por Campinas, mas teria dois eixos, um indo de Americana até o litoral, e outro entre Sorocaba e Taubaté.
O projeto chegou a ser usado, em 2014, como promessa em campanha de reeleição de Geraldo Alckmin ao governo do estado. Os planos mudaram e o TIC foi desmembrado em quatro eixos.
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