10 de julho de 2026
PRODUÇÃO EM RISCO

Indústria automotiva teme paralisação por falta de chips

Por Da redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Produção de veículos na Volkswagen em Taubaté

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) vem afirmando que o segmento das montadoras de veículo pode ter paralisação ao redor do Brasil devido à falta de chips. O problema afeta diretamente o Vale do Paraíba, que concentra duas das maiores montadoras do país: Volkswagen em Taubaté e a General Motors em São José dos Campos.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Por conta dessa escassez, as montadoras chegaram a pedir para o governo que adote medidas para evitar o desabastecimento de chips. Segundo a Anfavea, a atual crise de escassez é semelhante à vivida durante a pandemia — afetando as montadoras e outras indústrias.

As indústrias indicam que a nova crise se deve a disputas geopolíticas que se intensificaram neste mês. Agora em outubro, o governo holandês assumiu o controle da fabricante Nexperia, gigante de semicondutores com sede no país e subsidiária de um grupo chinês.

Em resposta, a China impôs restrições à exportação de semicondutores produzidos pela empresa em território chinês. Isso restringiu a venda de chips e outras tecnologias para todas as partes do globo. Um veículo moderno usa, em média, de 1 mil a 3 mil chips.

No segmento, os chips são usados, por exemplo, para processar os sistemas dos veículos, sendo essencial para injeção eletrônica, sensores, freios ABS, airbags, controle de motor, entre outros mecanismos.

"Com 1,3 milhão de empregos em jogo em toda a cadeia automotiva, é fundamental que se busque uma solução em um momento já desafiador, marcado por altos juros e desaquecimento da demanda. A urgência é evidente, e a mobilização institucional se faz necessária para evitar um colapso na indústria", disse o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

* Com informações da CNN Brasil