10 de julho de 2026
MOTORISTA PRESO

BMW que causou morte de Matheus estava a 160 km/h, diz polícia

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Carro envolvido no acidente que causou a morte de Matheus Helfstein

A Polícia Civil levantou indícios de que o veículo BMW envolvido no acidente que causou a morte de Matheus Helfstein, de 20 anos, na rodovia Presidente Dutra, em São José dos Campos, estava a cerca de 160 km/h no momento da batida. O motorista do veículo foi preso na manhã desta quarta-feira (22).

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Matheus estava em um Honda Fit cinza, dirigido por um motorista de aplicativo, quando o veículo se envolveu em uma colisão com outro carro, um BMW/120I prata, conduzido por um homem de 37 anos.

Após a colisão, no final de setembro, Matheus foi lançado para fora do carro. A batida foi tão forte que o veículo saiu da pista, atravessou uma área de mato e só parou ao atingir um barranco.

O procedimento tramita no 1º Distrito Policial de São José dos Campos, que conduziu a investigação técnica (coleta de imagens, medições e análise pericial) e cumpriu a ordem judicial de prisão na manhã desta quarta-feira.

Velocidade.

Imagens e medições de trajeto analisadas pela Polícia Civil compõem uma cronologia da condução do veículo BMW. Num trecho de 5.350 metros, o carro levou 2 minutos e 40 segundos, o que corresponde à média de 118 km/h, segundo cálculo anexado aos autos.

Mais perto do ponto do impacto, os investigadores isolaram um segmento de 740 metros percorrido em aproximadamente 16 segundos – média de 166,5 km/h, valor que a autoridade policial descreve como “a velocidade (ou bem próximo a isso) no momento do impacto”.

O delegado do 1º Distrito Policial de São José, Reinaldo Checa Júnior, que conduz a investigação, afirma haver indícios robustos de homicídio doloso, na modalidade de dolo eventual, além de risco de o investigado “articular versões, destruir provas ou evadir-se” caso permanecesse solto – motivo pelo qual requereu a prisão temporária por 30 dias, prorrogável por mais tempo. A prisão foi determinada pela Justiça.

Além disso, de acordo com a representação do 1º DP, a noite que terminou no acidente começou horas antes, quando o investigado consumiu bebidas alcoólicas em uma casa noturna da cidade, entre 1h e 4h30, somando R$ 2.525 em uísque e champanhe, conforme comanda anexada ao inquérito e relatos de duas testemunhas protegidas que o acompanhavam.

Provas.

O advogado da família de Matheus afirmou que há indícios de que o motorista envolvido dirigia em alta velocidade, o que pode levar a uma reclassificação do caso, de homicídio culposo (sem intenção de matar) para homicídio doloso, quando o condutor assume o risco de provocar a morte.

O defensor disse que diversas provas contra o motorista foram obtidas e passadas à polícia. "Todas essas provas fizeram parte da perícia realizada, investigação de campo, colheita de prova testemunhal oculares, bem como investigação defensiva do advogado e família", informou o advogado Marcelo Galvão.

A defesa do motorista do BMW não foi localizada. O espaço segue aberto para a manifestação do indiciado.