Um vídeo que viralizou e correu o país mostra o padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, ao lado da noiva de um fiel em uma casa paroquial de Nova Maringá. As imagens provocaram intensa repercussão nas redes sociais e na cidade de pouco mais de 5 mil habitantes, localizada a 392 km de Cuiabá (MT).
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O padre tornou-se o centro de uma polêmica que ganhou repercussão nacional. No último sábado (11), ele foi flagrado na casa paroquial com a noiva de um fiel. O episódio foi registrado em vídeo e rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando indignação na comunidade local.
No vídeo, o padre aparece apenas de shorts, enquanto o noivo, acompanhado de seu pai, arromba a porta do banheiro e encontra a mulher escondida embaixo da pia, vestindo um baby-doll. O homem filma a cena, enquanto a mulher permanece em silêncio, visivelmente constrangida.
Em áudio divulgado posteriormente, o padre tentou se justificar, alegando que a jovem de 21 anos pediu permissão para usar o quarto e tomar banho após participar de uma atividade religiosa. Ele afirmou que estava no banho quando ouviu gritos de “tem gente, tem gente”. Segundo o sacerdote, não havia qualquer relação íntima entre eles e o noivo estava viajando.
A Diocese de Diamantino, à qual a paróquia está vinculada, instaurou uma investigação canônica para apurar a conduta do sacerdote. Em nota, a diocese afirmou que todas as medidas previstas estão sendo devidamente tomadas, visando ao bem da Igreja e do povo de Deus. A violação do voto de celibato é considerada uma falta grave, que pode levar à suspensão ou até ao afastamento definitivo das funções sacerdotais.
A Polícia Civil de Mato Grosso também abriu um inquérito para apurar as circunstâncias do caso. A jovem registrou boletim de ocorrência por divulgação indevida de imagens, e a corporação está ampliando as investigações para verificar se houve outros delitos, como violação de privacidade e possível assédio.
O Código de Direito Canônico, promulgado pelo papa João Paulo 2º em 1983, estabelece que os padres do rito latino não podem manter relações afetivas ou sexuais. O descumprimento desse compromisso é considerado uma infração grave, capaz de afetar a credibilidade do sacerdote e a imagem da Igreja perante a comunidade.
Segundo o Código, casos públicos, como o registrado no vídeo, podem resultar em medidas disciplinares que vão desde advertências formais até suspensão das funções clericais. Em situações mais graves ou reincidentes, o sacerdote pode ser reduzido ao estado laical e perder oficialmente o direito de exercer o ministério.
A responsabilidade pela investigação e aplicação das sanções cabe ao bispo diocesano, que decide se o caso será resolvido localmente ou encaminhado à Congregação para o Clero, no Vaticano. Em nota, a Diocese de Diamantino confirmou que iniciou, na terça-feira (14), uma apuração sobre a conduta do padre.
Além de estabelecer as punições, a Igreja busca acompanhar tanto o clérigo quanto a comunidade afetada, com o objetivo de reparar o escândalo e restaurar a confiança. No entanto, todas as decisões dependem da comprovação dos fatos, das circunstâncias envolvidas e do julgamento eclesiástico.
* Com informações do portal Metrópoles