09 de julho de 2026
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‘Tem muita possibilidade entre Brasil e EUA’, diz Alckmin

Por Xandu Alves | Aparecida
| Tempo de leitura: 3 min
Geraldo Alckmin ao lado de Gilberto Kassab na missa em Aparecida

Após participar da missa solene da Festa de Nossa Senhora Aparecida, na manhã deste domingo (12), no Santuário Nacional de Aparecida, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse que “tem muita possibilidade de parceria entre Brasil e Estados Unidos”.

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Segundo ele, as negociações vão avançar após a conversa que os presidentes Lula e Donald Trump tiveram na última segunda-feira (6).

“Tem muita possibilidade de parceria entre Brasil e Estados Unidos. Há 4.000 empresas americanas no Brasil trabalhando, ganhando dinheiro, gerando emprego. Então, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, é o sétimo país mais populoso do mundo, é o quinto de maior em extensão territorial, então tem muita oportunidade de parceria aqui”, disse Alckmin no Santuário Nacional, em resposta a OVALE.

Ele falou sobre a expectativa para a rodada de negociação com os Estados Unidos depois da conversa entre Lula e Trump.

“Nós estamos confiantes: 42% da exportação brasileira para os Estados Unidos estão fora do tarifaço, ou é 0% ou é 10%. 24% é sessão 232, nós e o mundo estamos iguais. Por exemplo, aço, alumínio e cobre é 50%, mas é para o mundo inteiro. A gente não perde competitividade. Mas realmente 33%, 34%, e 10% mais 40%, e é muito”, afirmou o presidente em exercício.

“E não justifica, porque o Brasil dos 10 produtos que os Estados Unidos mais exportam para nós, oito não tem imposto, é zero. E a tarifa média é 2,7%. Então, o pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que, enquanto negocia, suspender os 40%. Esse foi o pleito do governo, enquanto negocia suspende os 40. E aí a gente passa a um ganha a ganha”, disse.

Alckmin afirmou que não acredita que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, designado por Trump para negociar com o Brasil, será um empecilho para os acordos entre os dois países.

“Não, não acredito, porque a orientação do presidente Trump foi muito clara. Nós queremos fazer um diálogo e entendimento e o Brasil sempre defendeu isso. O diálogo e a negociação. A gente pode ter um avanço importante. Já avançamos. A celulose saiu do tarifaço e hoje é 0%. Celulose, ferro níquel já é zero. Isso dá 4% da exportação brasileira. Semana passada, a madeira serrada e macia, que estava em 50%, veio para 10%. Armário, sofá, móveis, estava em 50%, veio para 25%. O que nós precisamos é avançar mais depressa”, afirmou Alckmin.

Devoção.

Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Alckmin disse que é uma “grande alegria voltar à casa da mãe, aqui na Basílica de Nossa Senhora Aparecida”. Ele falou sobre o encontro que teve com o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, que celebrou a missa solene da Festa da Padroeira, da qual Alckmin participou.

“Casa da Paz, que nos dá força, renova e amplia a nossa fé, então a gente fica muito feliz. Estive com o dom Orlando Brandes e falei a ele: o presidente Lula está em Roma. Irá amanhã à FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura]”, contou Alckmin.

“O Brasil, graças a Deus, saiu do mapa da fome e terá um encontro amanhã, ele e a Janja, com o papa Leão 14. Eu acho que será um encontro importante para a paz, para a diminuição da pobreza no mundo, a erradicação da fome. Eu acho que é um dia importante”, afirmou.

Alckmin comentou trecho da pregação de dom Orlando Brandes, que cobrou políticas públicas aos mais vulneráveis.

“Olha, está na Bíblia: tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. É preciso olhar aqueles que sofrem. Acho que nós avançamos. Diminuiu a pobreza, saiu do mapa da fome. Então, essa é uma tarefa que nunca vai terminar, mas é importante cada dia avançar mais no sentido de a gente melhorar a qualidade de vida da nossa população”, disse.