Após participar da missa solene da Festa de Nossa Senhora Aparecida, na manhã deste domingo (12), no Santuário Nacional de Aparecida, o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), disse que “tem muita possibilidade de parceria entre Brasil e Estados Unidos”.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Segundo ele, as negociações vão avançar após a conversa que os presidentes Lula e Donald Trump tiveram na última segunda-feira (6).
“Tem muita possibilidade de parceria entre Brasil e Estados Unidos. Há 4.000 empresas americanas no Brasil trabalhando, ganhando dinheiro, gerando emprego. Então, o Brasil está entre as 10 maiores economias do mundo, é o sétimo país mais populoso do mundo, é o quinto de maior em extensão territorial, então tem muita oportunidade de parceria aqui”, disse Alckmin no Santuário Nacional, em resposta a OVALE.
Ele falou sobre a expectativa para a rodada de negociação com os Estados Unidos depois da conversa entre Lula e Trump.
“Nós estamos confiantes: 42% da exportação brasileira para os Estados Unidos estão fora do tarifaço, ou é 0% ou é 10%. 24% é sessão 232, nós e o mundo estamos iguais. Por exemplo, aço, alumínio e cobre é 50%, mas é para o mundo inteiro. A gente não perde competitividade. Mas realmente 33%, 34%, e 10% mais 40%, e é muito”, afirmou o presidente em exercício.
“E não justifica, porque o Brasil dos 10 produtos que os Estados Unidos mais exportam para nós, oito não tem imposto, é zero. E a tarifa média é 2,7%. Então, o pedido do presidente Lula para o presidente Trump foi que, enquanto negocia, suspender os 40%. Esse foi o pleito do governo, enquanto negocia suspende os 40. E aí a gente passa a um ganha a ganha”, disse.
Alckmin afirmou que não acredita que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, designado por Trump para negociar com o Brasil, será um empecilho para os acordos entre os dois países.
“Não, não acredito, porque a orientação do presidente Trump foi muito clara. Nós queremos fazer um diálogo e entendimento e o Brasil sempre defendeu isso. O diálogo e a negociação. A gente pode ter um avanço importante. Já avançamos. A celulose saiu do tarifaço e hoje é 0%. Celulose, ferro níquel já é zero. Isso dá 4% da exportação brasileira. Semana passada, a madeira serrada e macia, que estava em 50%, veio para 10%. Armário, sofá, móveis, estava em 50%, veio para 25%. O que nós precisamos é avançar mais depressa”, afirmou Alckmin.
Devoto de Nossa Senhora Aparecida, Alckmin disse que é uma “grande alegria voltar à casa da mãe, aqui na Basílica de Nossa Senhora Aparecida”. Ele falou sobre o encontro que teve com o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, que celebrou a missa solene da Festa da Padroeira, da qual Alckmin participou.
“Casa da Paz, que nos dá força, renova e amplia a nossa fé, então a gente fica muito feliz. Estive com o dom Orlando Brandes e falei a ele: o presidente Lula está em Roma. Irá amanhã à FAO [Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura]”, contou Alckmin.
“O Brasil, graças a Deus, saiu do mapa da fome e terá um encontro amanhã, ele e a Janja, com o papa Leão 14. Eu acho que será um encontro importante para a paz, para a diminuição da pobreza no mundo, a erradicação da fome. Eu acho que é um dia importante”, afirmou.
Alckmin comentou trecho da pregação de dom Orlando Brandes, que cobrou políticas públicas aos mais vulneráveis.
“Olha, está na Bíblia: tive fome e não me destes de comer. Tive sede e não me destes de beber. É preciso olhar aqueles que sofrem. Acho que nós avançamos. Diminuiu a pobreza, saiu do mapa da fome. Então, essa é uma tarefa que nunca vai terminar, mas é importante cada dia avançar mais no sentido de a gente melhorar a qualidade de vida da nossa população”, disse.