A festa de Nossa Senhora Aparecida de 2025 continua pregando o “amor contra o ódio” em meio a guerras pelo mundo e confrontos políticos que marcaram as celebrações durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente em 2022.
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Para pacificar o país, a Santa restaurada é esperança para recuperar o Brasil unificado. Para tanto, a Basílica vai manter o clima de paz e confraternização, bem diferente do ambiente polarizado da festa de 2022, realizada entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial.
Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram padres do Santuário Nacional e agrediram repórteres e cinegrafistas na praça em frente à Basílica Velha. Um grupo inclusive tentou impedir uma celebração dentro da igreja.
"Maria traz uma mensagem de paz. Não é momento de política, mas de confraternização e agradecimento", disse o padre Camilo Júnior, da equipe da Basílica.
Foi ele quem, em 2022, disse que "não era dia de pedir votos, mas de pedir bênçãos" diante do avanço e das críticas dia bolsonaristas.
Sem a polarização política, a homilia do arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, deve se concentrar em questões pastorais e de cunho religioso, mas sem deixar de tocar em temas sociais, como desigualdade social, injustiça e violência.
“A Dutra e outras estradas se tornaram uma catequese da fé do povo que vem para Aparecida, eles chegam cansados, mas com a alma lavada pela fé”, disse dom Orlando na celebração de 2023.
"Nossa Senhora é presença de sensibilidade. Quem não é sensível não vê nada a não ser a si mesmo. Ela tem a sensibilidade pelo povo. O mundo vai ser melhor com sensibilidade", afirmou.
Após a polarização, ele disse que era preciso buscar solução “para os problemas reais que assolam o povo”.
"Precisamos buscar a solução dos problemas. As soluções existem e Nossa Senhora vai nos ajudar a encontrar as soluções para os problemas mundiais. Famintos serão saciados, é da justiça que vem a paz. Se houvesse justiça diminuiria a desigualdade social, violência. A justiça que vai vencer todos esses males", disse o arcebispo.
Na festa do ano passado, dom Orlando fez um discurso pedindo cuidado com a natureza, falou sobre o combate à devastação ecológica e criticou a destruição dos biomas brasileiros. Ele também fez um apelo pelo cuidados às crianças.