Você sabe quais são os sete milagres atribuídos a Nossa Senhora Aparecida? A Padroeira do Brasil é considerada uma das principais intercessoras daqueles que buscam por um milagre. Não à toa, é uma das santas mais populares do mundo.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Apesar de não serem reconhecidos pelo Vaticano, os milagres atribuídos à Santa de Aparecida ultrapassaram as fronteiras regionais e do tempo, com a fé e a crença dos devotos, conquistando uma legião de fiéis pelo Brasil.
A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por um grupo de pescadores no rio Paraíba do Sul, em 1717. João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia estavam em busca de uma grande quantidade de peixes, mas sem sucesso. Aliás, esse fato remete ao primeiro milagre da Santa.
Até hoje não se sabe como a imagem da Santa foi parar no fundo do rio. Mas há algumas hipóteses. A mais consistente é de que a imagem quebrou e, por isso, foi jogada no rio por um fiel para evitar a má sorte. Mas após o encontro da imagem, uma série de milagres aconteceu.
Esse foi o primeiro milagre da Santa, que ocorreu no mesmo momento em que a imagem foi encontrada. Os pescadores não estavam conseguindo pescar grandes quantidades de peixe. Pedindo pela intercessão de Nossa Senhora, a rede foi jogada novamente.
Assim, a rede voltou sem peixes, mas com a imagem da Santa sem a cabeça. Em seguida, sua cabeça apareceu em outra pescada. E, depois de terem a imagem completa no barco, os pescadores voltaram a jogar a rede. E, dessa vez, eles pescaram enormes quantidades de peixe.
Esse milagre ocorreu no oratório de Itaguaçu, onde fiéis se reuniam para rezar e acender velas para Nossa Senhora Aparecida.
Ao lado da imagem, ficavam duas velas. Em certo momento, elas se apagaram. A fiel Silvana da Rocha se aproximou para reacender e, nesse momento, suas chamas se acenderam por conta própria.
Outro milagre é um testemunho de devotos do ano de 1874. Segundo relatos da época, uma menina que nasceu deficiente visual e não conseguia enxergar, conheceu a história da pesca milagrosa e se encantou pela Padroeira, tendo interesse em vir até Aparecida, para estar próxima da Santa.
A menina morava em uma cidade longe de Aparecida, mas a família conseguiu reunir esforços para realizar o desejo da criança e conseguiram pegar a estrada para trazê-la até o Vale do Paraíba.
No trajeto, quando estavam chegando em Aparecida, a menina que não enxergava nada teria olhado para o horizonte e conseguido ver a Capela dedicada à santa, surpreendendo a todos, pois teria voltado a enxergar. Para a família, a jovem teria recebido um milagre da Padroeira.
Zacarias era um escravo fugitivo que foi capturado e acorrentado pelo seu dono. Isso ocorreu por volta de 1850.
Na volta para a fazenda, o feitor e Zacarias passaram pelo Santuário de Aparecida, onde estava a imagem da Santa.
O escravo, então, pediu permissão para rezar. Diz a lenda que, enquanto rezava ajoelhado, as correntes se soltaram milagrosamente e ele enfim ficou livre.
Um cavaleiro estava indo de Cuiabá para Minas Gerais e passou pelo Santuário de Aparecida. Ao ver os romeiros, começou a zombar da fé alheia, pois ele não acreditava em Nossa Senhora.
Ao tentar invadir a Igreja com seu cavalo, a pata do animal prendeu na escada e o cavaleiro caiu no chão.
A ferradura do cavalo ficou cravada na escada. A partir daí, o homem se converteu e começou a rezar pela Santa, pedindo perdão pelos seus atos.
Pai e filho estavam passeando pelo rio Paraíba do Sul. Em certo momento, o menino caiu no rio, foi arrastado pela correnteza e começou a se afogar.
Seu pai pediu a intervenção de Nossa Senhora Aparecida. Assim, o menino parou de ser arrastado e o homem conseguiu salvá-lo.
Manoel Barreto residia em Salto de Paranapanema e gostava muito de caçar. Em uma tarde, penetrou mata adentro em busca de cateto, um animal muito perseguido por onças. Depois de percorrer horas e horas, chegou a um grotão deparando com um enorme bando da caça procurada.
Armou a espingarda e deu dois tiros, ficando em seguida com a mesma descarregada. Nesse instante, uma enorme onça surgiu e fez menção de atacá-lo. Em última tentativa Manoel Barreto lembrou-se de Nossa Senhora Aparecida, ajoelhou-se e pediu com toda sua fé para que a Santa Milagrosa o protegesse do animal.
A onça como que apavorada, vendo Manoel ajoelhado de mãos juntas, rezando, fugiu sem nada fazer-lhe. Em agradecimento, Manoel Barreto veio a Aparecida, colocou no altar mor sua fotografia, dando donativos para Nossa Senhora Aparecida, como gratidão pela grande graça alcançada.
Ignora-se o ano desse milagre, mas, de acordo com pesquisas feitas, tal evento deu-se por volta de 1824. Dom Joaquim de Monte Carmelo mandou efetuar uma pintura desse milagre na Igreja Matriz.