“Sentimos tanto a sua falta aqui, minha pequena! Tem dias que o vazio nos envolve e desmorona toda fortaleza... Aí o Senhor nos envia o bálsamo e somos restaurados”, escreveu Tânia Picolotto, mãe de Sarah Picolotto dos Santos Grego, jovem de 20 anos que foi estuprada e assassinada em Ubatuba, em agosto deste ano.
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O pai da vítima, Leonardo Pereira dos Santos, também compartilhou uma homenagem emocionante: “Hoje bateu saudade, e aqui é o lugar mais perto que posso estar de você, minha filha. Mas não vamos nos calar até que justiça seja feita.”
As mensagens foram publicadas nas redes sociais neste domingo (5) e reacenderam a comoção em torno do crime que chocou a região e o país.
Desde o assassinato de Sarah, a família mantém uma mobilização constante por justiça. “Te amo, princesinha. Um mês sem você e nada mudou por aqui... Mas não nos calaremos até que todos os envolvidos sejam punidos”, dizia uma das primeiras publicações feitas após o crime.
Nas redes, amigos e desconhecidos se uniram em apoio à família. “Peço que o Espírito Santo conforte o coração de vocês e traga refrigério nesta dor”, escreveu uma amiga de Tânia.
Sarah foi assassinada por Alessandro Neves dos Santos, de 24 anos, que confessou ter enforcado a jovem e ocultado o corpo em uma área de mata no bairro Rio Escuro, em Ubatuba. O corpo foi encontrado em 15 de agosto, cinco dias após o desaparecimento, depois que o suspeito indicou o local à polícia.
Em depoimento, Alessandro afirmou que Sarah teria sido vítima de estupro coletivo, e que o episódio foi gravado em vídeo. Sob efeito de álcool e drogas, o homem levou a vítima para casa, a matou por estrangulamento e a enterrou em seguida.
Mesmo após a confissão, a Justiça de Ubatuba decidiu, em um primeiro momento, liberar o suspeito, sob o argumento de que a prisão temporária seria uma medida “excepcional” e que ele não representava risco imediato às investigações.
A decisão provocou revolta na família e em entidades de defesa das mulheres. “Coitadinho dele, né? Ele colaborou com a polícia, levou os investigadores até o local onde assassinou, abusou, enforcou e ocultou o corpo da minha filha. E se fosse a sua filha?”, desabafou Tânia, dirigindo-se à magistrada responsável pelo caso.
Após recurso do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão temporária de Alessandro, que segue foragido até esta segunda-feira (6).
Quase dois meses após o crime, os pais de Sarah seguem firmes na busca por justiça. “Não nos peça para parar de postar, porque não vamos nos calar até que justiça seja feita”, reforçou o pai.
Enquanto aguardam avanços na investigação, familiares e amigos organizam ações simbólicas e manifestações em memória da jovem.